TRUMP(A)

A LÍNGUA É UMA ENTIDADE VIVA

O que tem que ser tem muita força. E há coisas que têm que ser. Mesmo na(s) língua(s).

Estou convencido (de modo totalmente subjectivo) de que, mais tarde ou mais cedo, "hadem" e "hades" hão-de substituir "hão-de" e "hás-de". E de que os sms hão-de introduzir na língua portuguesa "deturpações" no vocabulário.


Seja este exemplo: "tiveres" por "estiveres" passou já dos sms para um uso frequente, tanto na língua falada quanto na escrita. É assim que um número crescente de alunos escreve -- e é assim que se começa a escrever em sítios em que, à partida, o não esperaríamos. Ilustro o que digo com o sítio da web onde a Microsoft faz a publicidade de um Windows 7 vendido a preço especial para estudantes e professores: aconselha-se
[na opção "como instalar"]
que (negrito meu)
"Se tiveres um disco rígido externo, aconselhamos que faças uma cópia de segurança de todos os teus dados (ficheiros, músicas, fotografias, etc…) Nota: Este passo é essencial se tiveres a fazer a Actualização de um PC com o sistema operativo Windows XP"
escrito por ai.valhamedeus

2 comentário(s). Ler/reagir:

J Alberto disse...

Atam e porque eh que hades estar tam preocupado? Nam foy sempre ansi? Se nam houvera deturpaçons, ainda hoje falaríamos sânscrito (ou cousa que o valha). Ou nam eh aqueste português (o aqui defendido quasi até ao insulto dos bárbaros) um tal de latim deturpado por soldados da metrópole? Nam creyo que alg'hum deles tenha morrido de fome por nam fabulare como hum tal de Cíceron.

Ai meu Deus disse...

Mas eu não estou preocupado. Apenas convencido de que.