TRUMP(A)

COERÊNCIA DEMOCRÁTICA


Há um país na América do Norte que definiu e é dono de palavras como democracia e ditadura.

Esse país quis ser sempre tão único que nasceu sem nome e se autoproclamou Estados Unidos da América. Como se os Estados Unidos do México não estivessem situados na América! Chamou norte-americanos aos seus cidadãos, como se os canadianos fossem cidadãos da América do Sul.

Dono do nome, quis ser também dono do continente. Quando necessitou limitar o poder da Rússia, definiu a democracia como o sistema político dirigido por um ditador. E temos então uma América Latina muito democrática, livre de comunistas e governada pelos Batistas, Videlas, Pinochets, Papadocs, Trujillos, Somozas e outras ervas que tais.

Enterrada a ameaça russa, a democracia passou a ser um regime necessário nos países com muito petróleo. E começa então a caça aos ditadores petroleiros, em nome da democracia. Os ditadores amigos, ou sem petróleo, continuam a receber a bênção USAda, porque nem todos os ditadores são iguais.

Anti-democráticos e a precisar de uns bombardeamentos são também os que andam às voltas para conseguirem um par de bombas atómicas. Também para isso necessitam a bênção do «padrinho». Israel tem. Irão não tem. Paquistão tem. Coreia do Norte, não.

Os rebeldes afegãos são esmagados, os rebeldes líbios, armados e apoiados. Os rebeldes egípcios são amamentados, os rebeldes sauditas e iemenitas, destruídos.

Mwamar Kadafi deve cumprir integralmente as resoluções das Nações Unidas, Obama estão dispensado e pode usar iguais resoluções como papel higiénico. No meio desta engrenagem corre um lubrificante que se chama lambe-botas de luxo. Por acaso, neste momento nem estava a pensar em suas excelências Durão Barroso e Pepe Aznar. Mas alguém podia pensar.

escrito por José Alberto, Porto Rico [imagem rapinada daqui]

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