TRUMP(A)

EX-CITAÇÕES * 145. o 25 de abril: 40 anos depois

METONÍMIA DA EUROPA E DO MUNDO

Muros de Liberdade é o título do livro que em breve chegará às livrarias, em Portugal e na Alemanha. O subtítulo da obra, de que são coordenadores Karl- Eckhard Carius (escultor e professor universitário, que ensinou na Escola Alemã de Lisboa durante muitos anos), também autor de muitas das fotos, e Viriato Soromenho-Marques,deixa mais claro qual o seu “tema”: As imagens esquecidas de Lisboa e o clamor de hoje. “Os muros de Lisboa transformaram-se na metonímia das paredes da Europa e do mundo”. O volume inclui ainda textos de mais 7 autores alemães e portugueses. A edição portuguesa é da Esfera do Caos e a alemã da Westfaelisches Dampfboot, com o título Mauern der Freiheit: Lissabons vergessene Bilder und der Aufschrei heute. 
[Jornal de Letras]

Refundar Abril
Cortar o novo nó górdio

… Consolidar a democracia e aderir à Comunidade Europeia foram dois actos coerentes, e até necessários. Já a adesão -  ainda por cima sem consulta popular -  ao tratado de Maastricht (1992), que criou o caminho para a União Económica e Monetária, e para o Euro, foi um erro… 
…O que temos hoje é um mercado comum e uma moeda única que funcionam como máquinas de terror económico e social sobre milhões de mulheres e homens desprovidos de poder efectivo. Como escreveu recentemente a deputada alemã, Sahra Wagenknecht, do partido Die Linke, Portugal deixou de ser um império colonial para se transformar numa colónia da burocracia de Bruxelas, ao serviço do capital financeiro, e da hegemonia defensiva de Berlim. Hoje, a Alemanha é temível, não pela sua ambição desmedida, mas porque o seu governo está petrificado, paralisado pelo medo pelo futuro. A falta de lucidez é tanta, que a chanceler Merkel, na sua alegria por ser a nova rainha de uma Europa que vai de Lisboa a Kiev, se esqueceu daquele pequeno país chamado Rússia… A sua política europeia, quando se propõem reformas federais capazes de salvar a Europa, é sempre a mesma: “Nein! 
… Portugal tem pouco tempo, para não se tornar num sítio desprezível. No 25 de Abril, cortámos o nó górdio da Ditadura. Hoje, apesar de abundarem as vozes que defendem a escravatura como único caminho, ainda há mulheres e homens em Portugal que sabem ser a liberdade mais valiosa do que uma vida desonrada. Ou fazemos um federalismo europeu para cidadãos europeus iguais, ou, então teremos de reclamar a soberania que nos foi usurpada….
[Viriato Soromenho-Marques]

escrito por Gabriela Correia, Faro

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