TRUMP(A)

ELES TÊM MAIS RAZÃO DO QUE PENSAM...


Ouço os comentários e os ataques do PPD e CDS, dos seus dirigentes e governo, dos comentadores, dos banqueiros... às decisões de chumbo do Tribunal Constitucional -- e concluo que eles têm mais razão do que pensam. Dois exemplos:

  • O repetitivo carreirista Medina Carreira afirmou que Se TC pudesse desaparecer o país só beneficiaria.
...e tem mais razão do que pensa: SE o Tribunal Constitucional pudesse desaparecer, é porque não seria preciso. E isso seria porque não teríamos os políticos de merda que temos (e que corremos o risco de ter). Os merdosos que de democracia só conhecem a dos euros (deles). Constituição? Isso é estorvo...
  • A par do elogio ao rei caducante de Espanha, Passos Coelho avisa que Não podemos estar em permanente sobressalto constitucional.
...e tem mais razão do que pensa: não podemos mesmo aguentar tanto sobressalto. Desde 2012, este governo já teve seis chumbos do Tribunal Constitucional. Os sobressaltos poderiam evitar-se, se este governo percebesse o que é uma democracia e o papel estruturante da Constituição. Mas, como a sua Constituição são as ordens dos troikos...
escrito por ai.valhamedeus

5 comentário(s). Ler/reagir:

Anónimo disse...

não sei porque é tanta indignação quando as instituições fazem o que lhes compete. uns cortam, outros repõem. a verdade é uma, chamem o que chamarem a uns e outros: Portugal está falido - mesmo que continue a ter mais de trezentos municípios, quando chegavam 30, 230 deputados quando chegavam 90, um tribunal constitucional de 13 membros quando chegavam 5, políticos ás catadupas, provenientes de todos os lados a reformarem-se generosamente após 12 anos de "desgraça pública... deve imenso dinheiro que não tem onde arranjá-lo, ou paga ou lixa-se no futuro. Como não querem cortar nos inválidos da política, que todo o povo parece elogiar, cortam nos vencimentos e aumentam impostos para garantirem as benesses não de um estado social, mas de uma organização política feita de amiguismos e compadrios, incompetente e cheia de privilégios. Agora ainda vamos indo com os cortes, se a situação se arrastar, pode ser que cheguem... aos 50%, pois quando não nos emprestarem teremos, e muitíssimo bem, de viver com o que conseguirmos arranjar. podem continuar a dizer que a culpa não é nossa, mas de facto é e o país não vive em nenhuma situação de catástrofe, essas sim justificativas dos perdões que humilhantemente toda a esquerda reivindica. é o sentido patriótico do nosso pessoal.
mas que dizer de um país que endividou as gerações futuras, de políticos que contraíram empréstimos muito acima do recomendável para também aumentar os funcionários públicos e garantir o respectivo voto, de um erário público que paga - não sabemos quanto - os comentários autoelogiosos do principal coveiro de Portugal - o sr Sócrates - de um país que agora, a berrar contra os cortes a que a sua política nos conduziu se prepara para colocar no poder o seu braço direito e ministro polivalente da nossa excelente nação desde os anos 1980 do século passado, principal advogado de defesa e executante das políticas da desgraça - o sr Costa?
Desta forma, Portugal tem o que merece pois todo o povo se comporta, usando o palavreado do sr Bruno de Carvalho, "para continuar a sair ou vento mal cheiroso, ou trampa" dos políticos e instituições que nos 40 anos de democracia têm brindado este povo falido a uma dança de cadeiras e respectiva rotatividade dos mesmos protagonistas.
é a vida dos povos desgraçados como o nosso. foi exactamente assim na primeira república, que findou, dezasseis anos depois, à força da evidência após a falta do dinheirinho - que nem se arranjava e ninguém emprestava - para pagar o desgoverno da nação, num cenário parecido ao actual. a história tende a repetir-se e as consequências podem vir a ser parecidas...

Ai meu Deus disse...

Caro/a anónimo/a,

a julgar pelo estilo do seu texto, parece ser o/ autor/a de comentários que, por regra, atiram ao lado do texto que pretendem comentar. Embora lhe reconheça esse direito, atrevo-me a dizer-lhe que mais uma vez atirou ao lado. Eu escrevi sobre o confronto governo-Tribunal Constitucional (TC).

O meu texto baseia-se na estranheza duma constatação: o TC foi criado em 1983 com a aprovação dos partidos do chamado arco da governação. Que eu saiba, nunca se pôs em causa o seu funcionamento, ao longo destes anos todos. Estranho que o atual governo pretenda pôr-lhe fim ou esvaziá-lo. A razão só parece ser uma: a banhada de chumbos que este governo levou em cima. Uma banhada que deveria pôr o dito governo a pensar: o respeito pela Constituição não parece ser preocupação sua. Em vez disso, o governo ataca, ao jeito de um criminoso que defende o fim do tribunal que o condenou, precisamente porque o condenou.

É esta a democracia em que este governo nos meteu. E é este o assunto do meu texto. Se não quiser atirar ao lado...

Anónimo disse...

Que maravilha de resposta! Como sempre, e educadamente, o ai. meu deus não abdica de ser pedagógico.
Mas temo que essa/e anónima/o não aprenda nada. Anda por aqui, de quando em vez, a debitar sempre os mesmos argumentos inconsistentes e retirados de uma cassette, melhor, de um Cd riscado.
Será perder tempo citar de memória algumas reflexões retiradas, não de um CD riscado, mas de estudos feitos com rigor científico, e onde se diz que pagar a dívida pública, sim, mas tem de se ver o que é a dívida pública e a que não é?
Não adianto mais nada, porque sei que agora a/o anónima/o se vai virar contra mim e os estudos, e o vai deixar em paz a si. Por falta de "cartuchos".
Marquesa de Alorna

Anónimo disse...

sim, de vez em quando comento alguns textos. se acharem que não devo, não voltarei a fazê-lo. não contribuirei para a discussão, tanto mais que não sou político nem ex político, como alguns de vós, não pertenço a nenhum partido nem sindicato, nem agremiação de qualquer espécie. não confio nos políticos profissionais, desde as freguesias à presidência. gostava apenas de viver num pais bem governado, o que só o foi a espaços na ditadura e no pós 25 de abril com Cavaco - em quem nunca votei, nem para presidente, nem para 1º ministro, mas factos são factos. tanto me faz monarquias como repúblicas, sou dos que acredita que tanto erramos na escolha pelo voto como pelo cromossoma.
a minha cassete é igual à vossa.
deixem-me esclarecer: Portugal não tem dinheiro nem forma de o arranjar; tem muitas dívidas para pagar e portanto ou os órgãos de soberania cooperam, e aqui incluo o tribunal constitucional, ou chegaremos a um estado como o grego onde tudo era chumbado e depois passou a ser de aplicação imediata. com certeza o constitucional faz o seu papel e que eu saiba nunca nenhuma decisão deixou de ser cumprida, mas pode ser criticado. era só o que faltava, vocês que são tão defensores dele, sempre que toma uma decisão que não lhes agrada, são os primeiros críticos, como são críticos e "deselegantes" para os outros órgãos de soberania democraticamente eleitos - como é o governo e o presidente da república: mas aí, já pode ser, vocês têm razão - as críticas ao TC que lhes protege os direitos, por enquanto, "não se passa nada".
Como dizia George Orwel "É preciso algum esforço para ver o óbvio" foi nessa linha que eu anteriormente argumentei comparativamente à primeira república - que também tinha uma constituição que garantia os direitos, liberdades e garantias de forma, dizem, avançada. mas a mesma não impediu a ditadura, a qual aliás continuou quase meio século baseada numa boa constituição, dizem os entendidos.
nessa altura como agora os governos eram medíocres e os governantes alternavam no poder. agora estão todos vocês ansiosos pela troca de cadeiras entre seguro e costa, com a esperança que não terão cortes - mesmo que não votem em nenhum, mas como sabem que aqueles a quem dão o voto nunca serão governo, do mal o menos... pensam vocês, mesmo que o candidato seja o braço direito do Sócrates e se apresente com grandes elogios ao amigalhaço, reconhecendo-lhe uma grande governação a qual pagamos agora ao preço que se sabe,,, pergunto apenas: como pode Portugal ter um bom futuro, governado por gente deste calibre?
esta gente talvez não devesse estar presa, mas talvez devesse ser obrigada a trabalhar o resto das suas vidas oito horas por dia numa minha qualquer... ao contrário, a constituição atribuiu-lhes reformas elevadas para a desgraça que causaram...
Como diz o povo "sem dinheiro não se compram melões" e Portugal por obra e graça das governações socializantes é um país falido e continuará a sê-lo até que as coisas mudem. é falido e desigual por força de uma constituição desadequada.
pelos anos de 1920 o movimento socializante da Seara Nova defendia um governo autoritário/ditadura para por Portugal nos eixos e queria para tanto, que a solução fosse apoiada pelo parlamento que ficaria com as funções suspensas e claro, não teve sorte no desejo. depois de 1926 lembrou a todos que Portugal não quis um governo credível e que agora, tal como previram, tinham uma ditadura antidemocrática. Recordo que quem assim se expressou eram elementos da esquerda democrática e alguns mesmo da extrema esquerda, pouco democrática segundo os padrões da democracia ocidental.
veremos o que o futuro nos reserva, mas coisa boa não será se persistirmos em rodar estes péssimos governantes pelas cadeiras do poder.

Anónimo disse...

E tudo dentro do principio da igualdade, coisa mais subjectiva não há.
Nem os burros são iguais. Uns são magros outros gordinhos; uns são grandes outros pequenininhos; uns são cinzentos outros castanhinhos.
Se até o dinheiro não é igual; 20 euros de hoje valem bem menos que 20 € de há 6 anos.
Outra coisa que torna o princípio da igualdade uma grande treta e que serve para o que serve, mesmo para os iluminados do TC, é o tempo. o TEMPO, até o tempo que faz em Viseu não é igual ao que faz na Guarda

Agnóstico das Beiras