TRUMP(A)

DO CONTRA [79] tolerância vaticanina

  1. O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos acaba de autorizar a presença de crucifixos nas escolas públicas italianas. O Vaticano considerou "histórica" a decisão -- e em Portugal prepara-se já a luta, proximamente e na Assembleia da República, pelo regresso dos crucifixos às salas de aula
    [é curioso que sejam os crucifixos: mais uma prova a favor da minha tese de que o cristianismo é a religião da dor, do sofrimento -- não da ressurreição libertadora].
    É, diz-se, a vitória da liberdade religiosa.

  2. Recordo: o Senado francês aprovou, há meses, por ampla maioria, a proibição do uso da burca, a vestimenta islâmica que cobre totalmente o corpo e o rosto da mulher, e também do véu integral, chamado niqab. A lei prevê uma multa de US$ 185 ou aulas de recuperação. Justificação: a proibição garante os valores seculares da França.

  3. Há um ano e pico, um referendo convocado pelo Partido Popular Suiço aprovou a proibição de construir minaretes nas mesquitas islâmicas da confederação helvética
    [isto apesar de, num total de 150 edifícios, apenas quatro terem minaretes e nenhum dos quatro minaretes existentes ser usado para chamar os fiéis para as orações do dia, o que já era proibido por lei].
    Justificação da proibição: os minaretes são "símbolo político-religioso".
É isto a coerência dos vaticaninos
[que com frequência acusam o islamismo de fundamentalista]:
tratando-se da defesa de Javé, é a liberdade religiosa que está em questão; se a questão for Alá, é laicidade que prevalece. Se esta atitude vaticanina não é fundamentalista, estamos conversados acerca do que é a tolerância.

escrito por ai.valhamedeus

4 comentário(s). Ler/reagir:

Anónimo disse...

tanta conversa àcerca de coisa nenhuma! quer comparar - na cultura ocidental - minaretes, burcas e crucifixos? Vá lá, em nome da lógica que tanto defende não confunda "a estrada da beira com a beira da estrada". quem quiser põe os crucifixos, quem não quiser, não põe. No entanto há penalizações para quem usar a burca ou cunstruir os minaretes... faz toda a diferença. por outro lado, todos os simbolos muçulmanos que o ocidente permite, dos quais na generalidade é respeitador e tolerante, a inversa não é verdadeira no espaço muçulmano. já que são tão afoitos em defesa da liberdade religiosa, vão "abrir" uma igreja ocidental nos países muçulmanos para "medirem" a tolerãncia que por cá tanto apregoam... falar é fácil, onde o podem fazer...
tem razão quanto à exaltação da dor em vez da exaltção da alegria... mas o que seria dos estados europeus que aceitassem que os sítios públicos pudessem afixar as imagens aureas das virgens ou do Sagrado Coração de Jesus... lá estariam vocês e mais outros tantos a vociferar contra os vaticaninos.
para terminar o facto de estar um crucifixo ptente numa sala de aula ou num sítio público, não obriga ninguém a nada. nenhum estudante é penalizado, nenhum utente deixa de ser atendido por essa imagem nada lhe "dizer". aqui está toda a diferença entre os tolerantes e aqueles que apregoam a tolerância pela via da "punição" ou do "encobrimento", como parece ser o vosso caso...

Anónimo disse...

Valha-te Deus!C.C.

Anónimo disse...

e a nossa senhora

Anónimo disse...

Ui, agora percebo por que razão ela usa a burka: para esconder estas canetas...