TRUMP(A)

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DO CONTRA [12] leituras dominicais

Contribuo para a dignificação do dia... do Senhor, com algumas sugestões de leitura. Começo com um texto de Daniel Oliveira, publicado no Expresso do passado dia 17, (ainda) sobre os Conselhos do Cardeal (sobre as relações entre os Estados e as Religiões):
Dirigido-se às jovens portuguesas, o cardeal-patriarca de Lisboa deixou um conselho: "Pensem duas vezes em casar com um muçulmano, pensem muito seriamente, é meterem-se num monte de sarilhos que nem Alá sabe onde é que acabam". É comovente ver uma instituição que impede a ordenação de sacerdotisas, que gostaria de proibir o divórcio e que trata as mulheres como mero objecto de reprodução preocupada com os direitos das ditas. Suponho que brevemente veremos o cardeal a dirigir-se aos homossexuais alertando para a discriminação a que o Islão os remete.

Um dos problemas de muitas sociedades muçulmanas não é a sua religião. É não terem conquistado essa grande vitória da civilidade: a de remeterem as igrejas para o seu devido lugar. Só não é arriscado casar com um católico porque não é o cardeal-patriarca a determinar a conduta dos cidadãos e a lei do Estado.

Sempre contra a vontade dos respectivos cleros, a maioria dos países europeus laicizou os seus Estados e as suas sociedades. E impôs a tolerância religiosa como norma de convivência. Esperemos que essa conquista tenha sido eficaz e que as palavras do cardeal provoquem a repulsa pública que merecem. E para todas as pessoas civilizadas se recordarem que, assim como os católicos são diferentes entre si (apesar de em Portugal muitos espancarem as mulheres, a maioria não o faz), o mesmo acontece com os muçulmanos, que são outras coisas além da sua religião. A começar por este simples facto, que, por Policarpo se ter referido nas suas declarações ao "país deles", suponho que desconhece: pouco há em comum entre um muçulmano da Arábia Saudita, da Bósnia, de Moçambique, do Afeganistão, da Albânia ou da Indonésia. Mau sinal é ter de repetir estas evidências a uma pessoa com responsabilidades sociais.
Depois, alguns livritos:

Philosophy of Religion in the 21st Century
Homosexuality and Religion: An Encyclopedia
[Leia aqui ou aqui.][Leia aqui ou aqui]
Racializing Jesus
Evangelical Feminism
[Leia aqui ou aqui][Leia aqui ou aqui]
Feminists, Islam, and Nation
Dostoevsky and the Christian Tradition
[Leia aqui ou aqui][Leia aqui ou aqui]

escrito por ai.valhamedeus

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na rede [22] OLÉ

OLÉ é o Observatório da Laicidade do Estado, do Rio de Janeiro.

O OLÉ, diz-se na entrada do seu sítio na web

estuda o processo de construção da laicidade do Estado, no Brasil e no mundo, em suas dimensões políticas, culturais e ideológicas, seus avanços e recuos. Para alcançar esse objetivo, o Observatório realiza pesquisas, promove eventos acadêmicos e divulga seus resultados.
escrito por ai.valhamedeus

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O ESTADO E A IGREJA

O recém-reeleito presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, em entrevista ao Público de hoje, esclarece o que pretendia dizer quando disse que o Estado democrático não pode ser militantemente ateu. Penso que D. Jorge Ortiga não precisava de se desculpar: penso que um Estado democrático não pode ser, efectivamente, militantemente ateu. O que está em questão não é esta tese

[o contrário implicaria ser militantemente contra convicções de cidadãos numa área que não compete ao Estado],
mas o que a Igreja Católica portuguesa pretende: que o Estado seja militantemente religioso
[o que se aproxima, no caso, de militantemente católico].
Isso mesmo se tinha percebido já nas afirmações anteriores daquele dirigente religioso; isso mesmo é confirmado agora. Diz o entrevistado
[após uma "análise sociológica" no mínimo estranha, segundo a qual o "desafio" "inédito" da "actualidade" é estarmos "perante um novo período em que a Igreja Católica é uma entre tantas outras religiões". Se isto é inédito, atrevo-me a perguntar em que mundo tem andado esta criatura de Deus]
que reconhece "categoricamente" "a laicidade do Estado". Ainda bem, ficamos descansados. Mas esclarece logo que... a sua laicidade é "uma laicidade inclusiva", isto é, deve incorporar "a dimensão religiosa nas suas atitudes". Pronto! Sua Eminência estragou tudo outra vez, revelando que, não lhes bastando as cadeiras das igrejas, o que eles pretendem é voltar às cadeiras do Estado. Ora, o Estado pretendido é tudo menos laico
[é um apelo para construir um Estado à imagem e semelhança do governo: um Estado que se diz laico mas efectivamente é católico, à imagem de um governo que se diz socialista mas efectivamente é menos do que social-democrata -- ou à imagem do outro que se diz engenheiro mas efectivamente é menos do que licenciado em engenharia].
Pretende-se o regresso à Concordata, que Sua Eminência lamenta não estar em efectividade de funções. O regresso à proibição legal dos divórcios nos casos de casamento religioso
[e, já agora, por quê não também nos demais? a luta descabelada de Suas Eminências contra o fim dos divórcios litigiosos aponta nesse sentido]...
O principal problema da Igreja Católica não é o Estado ser ou não ser laico
[embora esse também seja um problema].
O seu principal problema é já nem os católicos
[que, contra as recomendações oficiais, usam o preservativo e outros métodos anticonceptivos, se marimbam para a indissolubilidade do matrimónio...]
atenderem às suas recomendações oficiais
[é o próprio entrevistado que reconhece que "cerca de 90 por cento dos portugueses se declaram católicos e temos que assumir a responsabilidade e interrogar-nos porque não são praticantes"].
É a estes que devem admoestar, Suas Eminências! É a estes e nos sítios apropriados. A nós outros
[e, designadamente, ao Estado que legisla para todos os cidadãos],
deixem-nos em paz!

escrito por ai.valhamedeus

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O CASINO DE LISBOA

Como se sabe, se o nosso leitor quiser fazer um Casino, não pode. Nem que seja para dar umas fumaças… Só o Estado está autorizado a jogar à batota. Vê-se. Só o Estado, não! Os seu amigos, os ditos concessionários. Ora o Estado, na sua longa prática da batota, sabe-a toda. E o Sr. Stanley Ho? Muito mais.

O Casino de Lisboa parece que foi dado ao Sr. Stanley Ho. Houve só que fazer uma inocente alteração aos jornais, dizem os jornais. Quem ganhou, o batoteiro Estado ou o batoteiro Stanely? Ganhou este. Como alguém jogava com o dinheiro alheio

(o Estado, o dinheiro era nosso…),
o Estado perdeu, Stanley ganhou. Como sempre, quem tem a banca sempre ganha. Quem se lixa… sempre os mesmos.

escrito por Carlos M. E. Lopes

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ALUNOS SEM APOIO

“Seis alunos com necessidades educativas especiais, pertencentes ao Agrupamento de Escolas Infante D. Henrique (em Viseu) deixaram de poder frequentar os estabelecimentos de ensino por não terem quem os acompanhe na escola” – lê-se no Público de Domingo.

Nesse mesmo jornal o inefável Vasco Pulido Valente afirma que o Estado está paralisado “porque se tornou dogmático no política indígena que tocar no Estado Providência e numa infinidade de “prestações sociais” (para usar essa palavra equívoca) sem utilidade ou justificação, provocaria um levantamento geral”.

Gostaria de saber se na esclarecida cabeça de Vasco Pulido Valente a contratação de tarefeiros, neste caso, é uma prestação social sem utilidade nem justificação ou se, com esta atitude, não está o governo a reformar o Estado, que preclaro colunista diz ser uma impossibilidade.

escrito por Carlos M. E. Lopes

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EX-CITAÇÕES *37. uma questão de estado

A edição de 14 de Março da revista brasileira Veja traz um editorial

[Carta ao leitor]
que merece ser lido, a vários títulos
[a minha recomendação de leitura não significa concordância com o seu conteúdo].
Partindo da questão da grafia de "Estado"
[a Veja, contra o que os conceitos dicionários Aurélio e Houaiss preconizam, defende que se escreva com inicial minúscula],
a revista avança para o tratamento de outras questões com aquela afins
[ou, melhor, que são dela consequências].
Em termos gerais, a questão da natureza do Estado
[perdão! do estado].
Concluindo assim:
Grafar estado é uma pequena contribuição de VEJA para a demolição da noção disfuncional de que se pode esperar tudo de um centralismo provedor. Em inglês grafa-se "Eu" sempre em maiúscula, na entronização simbólica do indivíduo. Não o faremos. Nem vamos tirar a capitular da palavra Deus. A tentativa é refletir uma dimensão mais equilibrada da vida em sociedade, como a proposta pelo poeta francês Paul Valéry (1871-1945): 'Se o estado é forte, esmaga-nos. Se é fraco, perecemos'.
[para ampliar e ler todo o texto, clique na imagem]Revista brasileira Veja
escrito por ai.valhamedeus

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DO CONTRA [7]

O protocolo do Estado

Está em discussão o protocolo do Estado. Há duas versões: uma do PSD e outra do PS, subscritas, respectivamente, por Mota Amaral
(o João Bosco)
e Vera Jardim. Segundo se diz, João Bosco quer a Igreja Católica ao nível de ministro e à frente destes. Sobre o projecto do PS é omissa a notícia.

Sempre me habituei a ver, desde há muitos anos, a Igreja Católica em cerimónias oficiais. Quer na bênção de um avião, de um barco, quer em cerimónias militares e de natureza política. Mas o nosso Estado é um Estado laico, indiferente a religiões, devendo respeitar-se todas as religiões e não uma em particular. Respeitar-se, mas afastada dos negócios do Estado e das cerimónias.

Cardeal Patriarca de LisboaSou ateu
(fervoroso)
e acho que a Igreja foi
(e é)
perniciosa, preconceituosa, reaccionária. Que o Estado deve ver-se livre dessa carga e não só ser laico mas parecê-lo. Mas isso não impede que tenha alguma tristeza
(confesso)
por deixar de ver aquele vermelho cardinalício nos palanques. Se fosse católico
(e mesmo não sendo)
deixaria cair esse privilégio, ante a possibilidade de ver subir aos palanques os protestantes, os adventistas, o Reino de Deus, a Igreja Maná, os Jeovás e toda a trampa obscurantista que por aí pulula.

escrito por Carlos M. E. Lopes

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