Palestina livre!

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rapinados 22. CARTA AO PAI NATAL

Rapinado de Olhares:

QUERIDO PAI NATAL,

Este ano você levou o meu cantor e dançarino preferido, Michael Jackson,
o meu actor preferido, Patrick Swayze
e a minha actriz preferida, Farrah Fawcett...

Quero lembrar-lhe que o meu político preferido é o José Sócrates.
Obrigado!
escrito por ai.valhamedeus

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FELIZ NATAL!

Rapino, do sítio da web do PROmova o COMUNICADO que pode ser o meu postal de Natal para os leitores (professores) do Ai Jesus!:

Temendo sermos confrontados com uma espera indefinida pelo novo modelo de avaliação e pela nova estrutura da carreira docente, decidimos suspender, a partir de hoje, a suspensão a que nos havíamos remetido.

Este período de suspensão da actividade do PROmova, funcionando também como uma forma de pressão (irónica, mas incisiva) sobre o PSD e os intervenientes nas negociações entre ME e sindicatos, foi propositadamente coincidente com o Projecto de Resolução proposto pelo PSD e viabilizado pelo Parlamento, o qual deu ao governo 30 dias para a consumação de um novo modelo de avaliação, para a revogação da divisão na carreira e consequente revisão do ECD.

Como era expectável, o Pai Natal, na sua versão PSD, não só não chegou, nem no momento parlamentar adequado, nem findo o prazo que ele próprio estabeleceu para que outros resolvessem os problemas por ele, como é, hoje, previsível que as “prendas” que repetida e publicamente prometeu aos professores não venham a ser entregues por ninguém nos tempos mais próximos.

Mas, o mais grave na estratégia da bancada parlamentar do PSD é a ausência de reacção ao esgotamento do prazo dado ao governo para apresentar um novo modelo de avaliação, a qual acresce à falta de seriedade com que deixou cair o seu compromisso de suspensão do modelo e do processo de avaliação.

Face ao incumprimento, por parte do governo, do Projecto de Resolução aprovado pela Assembleia da República, o PSD tem o dever e a responsabilidade de reagir publicamente e de assumir uma iniciativa parlamentar de convergência com os outros partidos da oposição, ouvindo os representantes dos professores, de forma a aprovarem legislação consensual que suporte um novo modelo de avaliação, uma nova estrutura unitária da carreira e o fim do sistema de quotas, sobretudo, quando, ainda nesta segunda-feira, constatou que a ministra da Educação não abdica deste sistema de contingentação administrativa, mecanismo crucial que inviabiliza a aceitação de qualquer modelo de avaliação montado em contingentações administrativas.

Assim sendo, o PROmova vai centrar a sua actividade imediata na intensificação da seguinte agenda:

1) exigir a anulação de toda e qualquer penalização e vantagem decorrente do 1º ciclo de avaliação, mostrando o caos, a arbitrariedade e o mal-estar que, neste momento, está instalado em inúmeras escolas/agrupamentos;

2) pressionar os partidos da oposição para assumirem, no Parlamento, a substituição do modelo de avaliação e a reestruturação da carreira – única e sem quotas, dado o arrastamento e o impasse em que se encontram as negociações entre ME e sindicatos.

Aproveitamos a oportunidade da comunicação do regresso do PROmova, para desejarmos a todos os professores e seus familiares um Natal Feliz e um Bom Ano Novo.

Aquele abraço,
escrito por ai.valhamedeus

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UM SANTO NATAL E A CIMEIRA DE COPENHAGA

Nunca percebi por que razão se deseja um Santo Natal! Haverá outro tipo de Natal? Não interessa; a pergunta é apenas retórica. Muito menos a resposta
(se a houver)
à pergunta. O que me interessa é o desejo de paz e amor. Estes sim, são desejos concretos. No entanto, na sua concretização é que está o busílis da questão. Passe a rima. É que a paz não cai do céu, como a chuva. E até já esta, olhe lá!... Do amor nem é bom falar. De todos os amores, na verdade.

Falemos, porém, de um amor que é premente; de um amor que está para além dos gestos mais visíveis da ida à Missa do Galo, ou a outra; da compra de presentes, mais ou menos caros, para sinalizarmos o nosso “amor”pelo Outro. Não contesto nenhum destes gestos. E não é por receio do que possam pensar e escrever os muitos duques que por aqui pululam.

Falemos, então, do amor pela Natureza! “Antes que seja tarde”, como dizem Filipe Duarte Santos e Viriato Soromenho-Marques. Disseram! Antes de começar a cimeira dos “grandes” em Copenhaga. Pena que esses grandes os não tenham ouvido! Ou querido ouvir. Nem ao escritor Luís Sepúlveda. Por isso aqui deixo algumas afirmações dos referidos entendidos no assunto, para os meus putativos leitores delas tomarem conhecimento, ou relerem-nas, no intervalo de uma dentada nas rabanadas, filhoses, ou qualquer outra delícia da época, à revelia dos conselhos de nutricionistas encartados.

Temos de perceber que não podemos olhar para as alterações climáticas como um processo que está a ocorrer algures num laboratório onde somos observadores externos. Nós estamos dentro do laboratório, somos o laboratório (Soromenho-Marques)

Sempre tivemos alguma influência sobre o ambiente…, mas agora temos a capacidade de provocar alterações à escala global. E isso é novo… . Vivemos uma crise e temos de sair dela, porque se não o fizermos entramos em colapso. … Um estudo divulgado na Dinamarca referiu que, se não fizermos nada, chegaremos ao final do séc. XXI com mil milhões de pessoas, ou seja, voltaríamos à população que tínhamos em 1830 (Duarte Santos)

(Serão estes os escolhidos no final dos tempos como repetia a minha Avó, ao referir “a fim do mundo”? Segundo o romance do escritor Pepetela, serão menos. E em que continente/s escaparão? Pois, terão de ler o livro!)

No fundo, a crise climática foi diagnosticada primeiro pelas ciências naturais e da Terra, a física, a química, mas a solução está nas ciências humanas. É na política, na economia e no direito que a esperança pode surgir (Soromenho Marques).

Viu-se!

Mas todos nós teremos de enveredar por “Uma Cultura da Terra”. E já há muitas pessoas a enveredar por esse caminho. Lá fora, e cá dentro: Exemplos:

Quando há dois anos, o mundo clamou contra o aquecimento do planeta, numa mega operação que não conheceu fusos horários, o Live Earth, com uma panóplia de iniciativas, discursos e concertos em várias latitudes, os Artic Monkeys recusaram participar na mobilização planetária. …a energia necessária para suportar os espectáculos ia contra o próprio propósito de salvar a Terra. Era suficiente (a energia) para fornecer 10 casas. … Mais as viagens de avião previsíveis nas deslocações.

Quantos de nós não terão pensado o mesmo?

Cá dentro, os louros vão, por exemplo, para Jorge Pelicano, que este ano ganhou o Festival de Cinema Ecológico de Seia (Alô, Seia!), com Páre, Escute e Olhe. Na Literatura, também a Pinguin planta uma floresta para compensar o gasto de papel em livros. E é de sublinhar o Nobel gesto de Saramago que faz questão de editar a sua obra em papel reciclado.

E quanto a Luís Sepúlveda, o escritor activista do Greenpeace e autor de livros onde trata de questões ambientais, destaco partes de algumas respostas suas em entrevista ao JL:

Sente que existem cada vez mais escritores com essas (ambientais) preocupações?
Não. Na Literatura existe cada vez mais vaidade, estupidez e vontade de ser milionário.

Como cidadão, o que espera de Copenhaga?
Nada. É uma grande perda de tempo paga pelos cidadãos. Nem os Estados Unidos da América nem a China vão comprometer-se com nada que possa causar dano à sua perversa ideia de desenvolvimento. O combate pelo fim de tudo o que está mal, de tudo o que nos afecta, devemos travá-lo nos nossos bairros, cidades, regiões, países, passo a passo, participando como cidadãos e não nos escondendo atrás da cobardia do “eu não participo” ou “eu não voto”.

Um Santo e Ecológico Natal para todos vós!

escrito por Gabriela Correia, Faro

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DO CONTRA [50] CONTO DE NATAL

Recebi por correio electrónico (o que bem pode ser) a nossa prenda para os nossos leitores: o nosso conto de Natal.

A família jantava tranquilamente quando, de repente, a filha de 12anos comenta:

Berlusconi no presépio-- Tenho uma má notícia. Já não sou virgem! Sou uma vaca! -- E começa a chorar convulsivamente, com as mãos no rosto.

Silêncio sepulcral na mesa! De repente, começam as acusações mútuas:

-- Estava-se mesmo a ver! -- diz o marido à mulher. -- É por te vestires como uma puta barata e arregalares o olho ao primeiro imbecil que vês na rua. Claro que isto tinha que acontecer, com o exemplo de mãe que a menina vê todos os dias!

Vai daí o pai aponta também para a outra filha, de 25 anos:

-- E tu também, que ficas no sofá a lamber aquele palhaço do teu namorado que tem é pinta de chulo, na frente da menina?!...

A mãe não aguenta mais e grita:

-- Ai é?!... E quem é o idiota que gasta metade do ordenado com putas e se despede delas à porta de casa? Ou pensas que eu e as meninas somos cegas? E, ainda por cima, que belo exemplo dás desde que assinas esta maldita TV cabo, passas todos os fins-de-semana a ver pornografia de quinta categoria e depois acabas na casa de banho com gemidos e grunhidos?

Desconsolada e à beira de um colapso, com os olhos cheios de lágrimas e a voz trémula, a mãe pega na mão da filhinha e pergunta-lhe baixinho:

-- E como é que isso aconteceu, minha filha?

Entre soluços, a menina responde:

-- A professora tirou-me do Presépio! A Virgem agora é a Luísa. Eu vou ser a vaca!!!!
escrito por ai.valhamedeus [com um beijo para o Pedro]

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PORQUE É NATAL...

...chamo à memória a Ladaínha dos póstumos Natais de David Mourão-Ferreira. O poema

[que começa assim:
Há-de vir um Natal e será o primeiro
em que se veja à mesa o meu lugar vazio
]
está integralmente AQUI. Mourão-Ferreira gravou-o -- e a gravação pode ser ouvida AQUI.

...e deixo um abraço para o Carlos: este Natal é, por razões que nós sabemos, o primeiro póstumo.

escrito por ai.valhamedeus

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NATAL 2008

Well, well, it's Christmas! Outra vez. Tão depressa! Ainda bem.

O que haverá a dizer a tão poucos dias do Natal? A frase estafada: “Natal é quando um homem quiser”? Ou, quiçá, escrever sobre uma época tão almejada por mil e uma razões que a própria razão não explica?

Poderia lembrar que há milhões de almas a quem o natal nada diz, nomeadamente aos seguidores de Mafoma
(Ya Allah que me perdoe);
poderia dizer que o natal não é para todos, ao invés do sol quando nasce; poderia referir a frase síntese que resume o mais recente programa de Joel Costa, incluído no genérico “Questões de Moral” e que reza mais ou menos assim:
Natal - a época em que se sanciona a moral do consumo, ou a época em que o consumo é uma questão de moral!;
poderia ainda referir a iniciativa levada a cabo pelo espaço cultural pátio de letras da Árvore Solidária da Poesia e cuja venda reverterá a favor da Provectus, organização de apoio à… Idade Provecta, precisamente. Poderia, enfim, dizer que vou a caminho de saborear as filhós feitas pela minha Mãe, de pano alvo sobre o joelho a estender a massa. Mas não é verdade: as ditas são compradas na padaria e não sei se serão tendidas, estendidas como no antigamente. Saudosismo?
Poderia ainda dizer que tenho saudades dos outros natais que antevia contigo e nunca chegaram a existir, porque quem decide quem é que merece a vida assim o quis: as Parcas, a genética, os Fados?

Assim sendo, ou não sendo, deixo os versos que seguem, com desejos de um natal o mais próximo das consciências de cada um, e de todos.
Boas Festas

-- Um Natal de paz e amor!
Dizem-me do alto
De um casaco de peles e saltos
Da Christian Dior.

Da paz nada sei.
Do amor sempre soube,
E ainda sei.

Sei da procura insana da sorte,
Do carreiro a alongar
Para a miragem do oiro no pote.
Sei da febril raspagem
Dum cartão de números mágicos
Com as cores do arco-íris.
Passaporte para o desejo
Alegre e complacente:
-- Um Santo Natal, minha gente!
(Natal de 2002)
escrito por Gabriela Correia, Faro

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O NATAL CATÓLICO: CUM MULIERIBUS...

O nascimento de Cristo, na versão católica, tem muitas coisas estranhas. Refiro algumas:

o miúdo ter um pai putativo -- um humilde carpinteiro -- e um pai verdadeiro; o pai putativo não ter ficado satisfeito com a gravidez da mulher, que sabia não ser fruto do seu trabalho -- mas ter-se deixado levar pelas palavras de um anjo ditas em sonho; a mãe ter engravidado sem qualquer relação sexual...
Toda esta embrulhada se resume nisto: Cristo não pode ser um normal filho de mãe, nem Maria uma mãe que engravida normalmente, porque essa normalidade implicaria relações sexuais e a relação sexual normal é pecaminosa. E a mulher, a Eva tentadora, ocasião de pecado.

Algum clérigo mais assanhado gritar-me-á que nada disso!; algum teólogo mais circunspecto incriminar-me-á por não entender nada disto. Para desmentir um e outro bastará a análise de algumas obras teológicas
[com aspas ou sem elas]
com idade suficiente para serem do tempo em que os membros da Igreja diziam/escreviam o que oficialmente a Igreja pensava, sem eufemismos.

Recordo-me, a propósito, de uma sentença em que um director espiritual sintetizava o modo como o padre
(ou aspirante a padre)
se deve relacionar com as mulheres: cum mulieribus, sermo brevis et durus
[que é como quem diz com as mulheres, palavras breves e duras].
Encontramos esta sentença em vários escritos, incluindo os divulgados na Internet
[experimente-se uma pesquisa, no Google, das palavras latinas].
Por exemplo, nas Opera Omnia Multimediale do Beato Giacomo Alberione. E, se alguém fizer notar que o Beato em questão viveu entre 1884 e 1971
[e que, portanto, é coisa do passado],
saiba-se que o acima referido director espiritual formou muitos padres que nos anos 70 tinham os seus 18 anos. Gente que, como um tal conhecido Santana, anda por aí...

escrito por ai.valhamedeus

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A PIROSEIRA NATALÍCIA

A inspiração do Natal desinibe a criatividade, sobretudo a "piedosamente balofa". É só ler a literatura que, nesta quadra, voa nos milhões de SMS ou os milhares de apresentações de powerpoint, devidamente acompanhadas de sonoridades lamechentas, que circulam pelos emails

[com o assunto a alertar, entre parêntesis, ligue o som!].
Até os pacotes de açúcar dos cafés Delta
[que frequentemente exibem publicidade com gosto]
caíram na tentação. Como se prova na frente e no verso de um exemplar da série natalícia em circulação. É o que acontece quando o Menino Jesus desata aCorda do novelo da criatividade.

Natal dos cafés DeltaNatal dos cafés Delta
escrito por ai.valhamedeus

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UM BOM NATAL!

escrito por ai.valhamedeus

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NOTÍCIAS DOS ALLgarves

Sinceramente não sei quem é mais ridículo: se o PR a interpelar dramaticamente os portugueses sobre as razões da fraca e assaz vergonhosa demografia em termos dos nascituros (talvez comendo mais bolo-rei), se o actor Luís Vicente a propagandear o ALLgarve na televisão.

Fico triste e perplexa com a figura que ambos fazem, sobretudo em relação ao segundo, encenador bastante aceitável, na minha opinião, que sou uma leiga.
Interrogo-me onde estavam os assessores de imagem que tal permitiram. Não vejo muita televisão e fujo na hora dos anúncios, pese embora já ter apreciado alguns; por conseguinte não sei se tal descaro a nível televisivo e insulto ao bom gosto ainda se mantém. Se acontecer que se mantenham no ar, façamos uma petição para que sejam erradicados o mais depressa possível. Agradecida!
E já agora, os programas de música onde pontuam os cantores-pimba. É que ao fazer zapping um dia destes e detendo-me alguns segundos no Canal 1 pareceu-me ver qualquer coisa que ressuscitava o Natal dos Hospitais com que nos brindavam nos anos sessenta. É que fico saudosa! Não da música, mas do que a ela associo: a minha Mãe a amassar as filhoses e o aconchego da lareira em fins de tarde gélidos. E isso não se faz. Tenham dó!

escrito por Gabriela Correia, Faro

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