Palestina livre!

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MENTIROSOS! 6. afinal fomos avaliados

Yes we canEste governo pê-èsse

[secundado por comentaristas vários]
tem insistido muito na ideia de que os professores nunca foram avaliados -- agora é que sim...

O Decreto Regulamentar nº 1-A/2009 oficializa o simplex da avaliação do governo pê-èsse para este ano. Decreta o Artigo 6º do Capítulo I do referido
[cito]
"Para efeitos do disposto no presente decreto regulamentar e independentemente do ano em que tenham sido realizadas, são contabilizadas todas as acções de formação contínua acreditadas, desde que não tenham sido tomadas em consideração em anteriores avaliações"
[negrito meu].
"Anteriores avaliações"?! quais anteriores?! alguma vez houve avaliações?!

escrito por ai.valhamedeus

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MENTIROSOS! 4. a trapalhada do estatuto do aluno

Quando se conheceu o projecto do novo Estatuto do Aluno, várias entidades chamaram a atenção para a falta de senso do(s) seu(s) autor(es). Até na Assembleia da República -- mas os deputados da maioria acabariam por aprová-lo. Trata-se de uma lei com muitos aspectos sem jeito nenhum.

O Ministério da Educação acaba de alterar a Lei, com um Despacho
[assinado com data de ontem, domingo; que, portanto, terá sido fabricado no fim de semana, indiciando que o governo segue os hábitos do seu chefe quando foi presumível estudante].
O Estatuto precisa de ser alterado, mas o governo fê-lo do pior modo:
  1. Contra tudo o que é legal, alterou uma Lei através de um Despacho. 
  2. Para "salvar a face" e justificar que se não trata de alteração, a ministra fala
    [falou ainda há pouco para os jornalistas]
    em "Despacho clarificador". 
  3. Ora isto é mentira, como provarei a seguir: não é um despacho clarificador, é um despacho "alterador". O que o governo pê-èsse fez neste caso foi aquilo que estamos fartos de o ver fazer: alterar os nomes das coisas pensando que assim altera as coisas
    [fez isso, por exemplo, com as aulas de substituição a que chamou actividades de ocupação dos tempos livres, para não ter que pagar horas extraordinárias].
  4. Por outro lado, isto é um modo de, mais uma vez, este governo mentindo dizer mal dos professores, culpando-os perante os pais e a opinião pública: o despacho visaria esclarecer os professores que estariam, incompetentemente,  a aplicar mal a lei
    [diz o primeiro considerando do despacho: Considerando que a adaptação dos regulamentos internos das escolas ao disposto no Estatuto do Aluno nem sempre respeitou o espírito da Lei, permitindo dúvidas nos alunos e nos pais acerca das consequências das faltas justificadas designadamente por doença ou outros motivos similares].
Vejamos então, preto no branco, como este governo é mentiroso.
  1. 1ª determinação do Despacho: "Das faltas justificadas, designadamente por doença, não pode decorrer a aplicação de qualquer medida disciplinar correctiva ou sancionatória".

    Mas o Estatuto determina (artigo 22º) que "Verificada a existência de faltas dos alunos, a escola pode promover a aplicação da medida ou medidas correctivas previstas no artigo 26.º que se mostrem adequadas" (nº 1).

    O nº 2 do mesmo artigo é mais explícito e peremptório (negritos meus):
    "Sempre que um aluno, independentemente da natureza das faltas, atinja um número total de faltas correspondente a três semanas no 1.º ciclo do ensino básico, ou ao triplo de tempos lectivos semanais, por disciplina, nos 2.º e 3.º ciclos no ensino básico, no ensino secundário e no ensino recorrente, ou, tratando-se, exclusivamente, de faltas injustificadas, duas semanas no 1.º ciclo do ensino básico ou o dobro de tempos lectivos semanais, por disciplina, nos restantes ciclos e níveis de ensino, deve realizar, logo que avaliados os efeitos da aplicação das medidas correctivas referidas no número anterior, uma prova de recuperação".
    Repito: a prova deve ser realizada, quando aquele número de faltas é atingido, independentemente da natureza das faltas. Isto é, quer as faltas sejam justificadas quer injustificadas (para o caso de serem apenas injustificadas, o número que se exige é menor).

    O artigo 19º especifica quais são as faltas justificadas, entre as quais se incluem as faltas dadas por (negrito meu):
    "a) Doença do aluno"; "b) Isolamento profiláctico"; "c) Falecimento de familiar"; "d) Nascimento de irmão"; "e) Realização de tratamento ambulatório"; "f) Assistência na doença a membro do agregado familiar"; "g) Acto decorrente da religião professada pelo aluno"; "h) Participação em provas desportivas ou eventos culturais"; "j) Cumprimento de obrigações legais".
    Restam algumas dúvidas a alguém de boa fé?

  2. O despacho deste domingo determina ainda que
    "A prova de recuperação a aplicar na sequência de faltas justificadas tem como objectivo exclusivamente diagnosticar as necessidades de apoio", pelo que dessa prova "não pode decorrer a retenção, exclusão ou qualquer outra penalização para o aluno".
    Ora o Estatuto do Aluno contraria isto de modo bem claro (Artigo 22º, nº 3) (negritos meus):
    "Quando o aluno não obtém aprovação na prova referida no número anterior, o conselho de turma pondera [uma série de factores] podendo determinar: a) O cumprimento de um plano de acompanhamento especial e a consequente realização de uma nova prova; b) A retenção do aluno inserido no âmbito da escolaridade obrigatória ou a frequentar o ensino básico, a qual consiste na sua manutenção, no ano lectivo seguinte, no mesmo ano de escolaridade que frequenta; c) A exclusão do aluno que se encontre fora da escolaridade (...).
    Ou seja, segundo o Estatuto, para o aluno não ser retido/excluído, tem que ter aprovação na prova (na primeira ou nas sucessivas). Restam algumas dúvidas a alguém de boa fé?
Se eu fosse mal-criado como é esta equipa ministerial
[perante a incompetência da qual só se não percebe como é que continua sem cair],
diria que me apetece pegar na Lei que estes gajos aprovaram contra todo o bom senso e espetar-lhes com ela nas trombas; mas, como sou educado, limito-me a dizer que, se estes governantes são intelectual e politicamente honestos, puta que pariu tal honestidade em vez de a ter abortado.

escrito por ai.valhamedeus

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MENTIROSOS! 3. mais beatices da dona lurdes

A ministra da educação abrandou, durante uns tempos, os ataques aos professores. O entendimento com os sindicatos parece ter-lhe aguçado novamente as garras. Era hábito da dona Lurdes chamar estúpidos aos professores

[vejam-se aqui algumas provas].
Voltou ontem à táctica, na extensa entrevista ao Correio da manhã. Diz a dona que "os professores foram induzidos no erro de pensar que era possível não haver avaliação e daí não ocorrerem nenhumas consequências". Mais uma vez, portanto, os professores se teriam deixado enganar.

Mas as tonterias da senhora não ficaram por aqui. Só mais um exemplo, ainda a propósito da avaliação, que, em palavras da própria, "no anterior modelo não tinha qualquer consequência em termos de progressão na carreira". Ora,
  1. isto é pura mentira: eu próprio conheço professores, na Escola onde trabalho, que não progrediram em resultado da avaliação. Não é a avaliação que faz a grande diferença entre este modelo e o anterior, no que à progressão diz respeito; a grande diferença é feita pela introdução de cotas para a categoria(?) de professor titular: o que na prática significa que, de 2 professores com classificação igualmente boa, possa um progredir e outro, não. Incompreensivelmente -- se o que se pretende é, como frequentemente repete a ministra, uma avaliação que distinga os bons professores dos maus;
  2. parece haver aqui um recuo da dona, ao admitir que já antes havia avaliação, tratando-se agora de uma mudança de modelo ou paradigma. No entanto, quando o entrevistador
    [cujas perguntas são completamente tendenciosas, no sentido de reforçar a imagem negativa dos professores]
    introduz uma pergunta com a afirmação "Foram precisos muitos anos para se arranjar um modelo de avaliação dos professores", a entrevistada acrescenta que não foi só para os professores mas para outros funcionários públicos. Incrível, a má fé desta criatura, ainda que fale com um indiscutivelmente bem conseguido ar de beata!

escrito por ai.valhamedeus

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MENTIROSOS! 2. a dona lurdes é mentirosa

Segundo o Público de hoje, a ministra da Educação afirmou que

"A avaliação está a ser concretizada em todas as escolas".
Pode fazê-lo com o tom de voz beato que é conhecido, mas isso não impede que a dona Maria de Lurdes continue a mentir. Continua: sei de mais do que uma escola onde a avaliação não está a ser concretizada.

escrito por ai.valhamedeus

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O REI VAI NU

A leitura dos textos recentes no Ai jesus! suscitaram–me estes versos, os quais seguem no final. Provavelmente o sexo forte não os lerá; muito menos esse tal de Abdullah que às vezes faz comentários, cujos, como dizem os brasileiros, me dispenso de classificar.

Pois, pus-me a escrever estes versos, quiçá para ganhar coragem para ler a literatura produzida pela legislação diarreica sobre “educação”que a minha Coordenadora gentilmente mandou reproduzir e me entregou.

Quiçá para ganhar balanço para a árdua tarefa de corrigir testes no remanso e aconchego do meu lar, já que na escola onde lecciono foram retirados os aquecedores! Argumento: o sistema eléctrico não aguenta; por conseguinte, também não se aguenta o frio das salas viradas a poente.
E estamos no Algarve das mouras encantadas e das lendas de mulheres que se vingam e comem corações a frio no meio da floresta, ou lá o que é (Se a ASAE sabe, lá se vai o festim). Fruto, na certa, de mentes em tudo semelhantes às que queimavam bruxas nas fogueiras e colocavam letras escarlates ao peito das adúlteras e mães solteiras. Sempre me perguntei onde estavam os bruxos e os adúlteros! Os primeiros, como o Merlin, vagueavam pela floresta, mas inventando poções e outras coisas tão úteis aos guerreiros de antanho. Valha-nos a Fada Morgana e as boas fadas que desfizeram o feitiço da bruxa má e colocaram a salvação da Bela Adormecida nas mãos do Príncipe!

Tinha de ser: um Príncipe…

Mas estas mentiras embalavam a nossa infância; e quem não desejou ser salva/o por um príncipe? Era mentira, mas sabíamos que assim era.

And now… ladies and gentlemen?

Levantamos “o manto diáfano da fantasia”e gritamos que “o rei vai nu”, ou ficamos para sempre reféns dessa eterna cegueira de que falava o Almada?

E todos sabemos que ele acabou a diatribe com uma nota positiva.

A TODOS OS MENTIROSOS

“A mentira tem pernas curtas”!

Mentira.
A mentira tem braços longos.
De polvo amoroso enlaçando o par
Em
frenesi de dança nupcial.

A mentira não é piedosa.
Antes ardilosa.
Esconde-se sob o manto opaco da Verdade.

A mentira é (sub)traidora.
(Sub) trai, retrai.
Mas alastra, expande-se
Fermentando enganos,
dolos
Explodindo em girândolas de certezas
No horizonte estreito dos
incautos.

Para que dos Autos da Verdade um dia conste.

Ó Poeta!
Se fosses vivo
Assinarias de cruz estes versos que te deixo.


Faro,
30.01.08



O REI VAI NU ou
TODA A NUDEZ SERÁ CASTIGADA


“O rei vai nu!”,
Dizem-me da assistência,
Inconformada.

Mas que piada.

“ Vai nu, que eu bem vi
Quando se acercou de
mim. “

Mas que tolice, menina.
Essas coisas não se dizem!
Olhe a
sua Tia Alice …
Diga adeus ao Prior
Que leva o Nosso Senhor.
E ali
aquele andor.
Hoje faz tanto calor!

- Que belo vestido
Que a
senhora tem.
-Em breve terei outro,
Talvez p’ra semana que vem!


Vou falar àquela gente.
Há que ser previdente,
E o
banquete
É já p´ra semana.
Na casa do Doutor!
E o baile da
Assistência
De fama tamanha.
Mas que calor!

Menina, não me
agarre a mão!
Oiça mas é o sermão!

“Vai nu, sim senhor,
Vai nu,
que eu bem vi!

Faro, Junho de 2001


escrito por Gabriela Correia, Faro

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MENTIROSOS! 1. o futuro está no futuro

José SócratesO actual presidente do conselho de ministros, quando candidato, prometeu a criação de 150.000 empregos. Volta e meia anuncia que está no bom caminho: que o futuro vem aí...

E o nariz de Pinóquio não cresceria, se não fossem os números. Em meados do último Maio, a taxa de desemprego conhecia a maior subida dos últimos 15 anos.

O desemprego em PortugalMesmo assim, não é raro o governo anunciar a criação de empregos

[no Natal passado, situou o número acima dos 100 mil];
sem que jamais explique como é a qualidade do emprego criado
[a precariedade é das situações mais terríveis, ainda que, em termos numéricos, sem significado...].
No terceiro trimestre de 2006, a taxa de desemprego era de 7,4%; cresceu, no terceiro trimestre deste ano, para uma taxa de 7,9%
[e os números oficiais sobre o desemprego não incluem, pelo menos, dois grupos de desempregados de facto: os "Inactivos Disponíveis" e o "Subemprego Visível". Dois grupos com um peso cada vez maior em Portugal].
Mas o presidente do conselho de ministros garante que o seu crescimento está contido
[o que é que o talvez-licenciado-em-engenharia entenderá por "conter o crescimento" do desemprego?].
E acrescenta que no próximo ano é que a coisa se vai resolver
[o ministro da Saúde há tempos também anunciava que os resultados de medidas tomadas pelo seu ministério só seriam visíveis em 2009. São os discípulos de um ex-primeiro ministro, também pê-èsse, que anunciou um dia a luz ao fundo do túnel, sem que jamais se tivesse visto o fundo ao túnel]...
O desemprego em Portugal
As notícias de ontem acinzentavam o panorama: atingimos o máximo de falências dos últimos 10 anos.
O desemprego em Portugal
O DN, que dá a notícia, também comenta em editorial que este facto não é necessariamente negativo: e faz a comparação com o disparo dos divórcios após o 25 de Abril: em ambos os casos "desempoeirou-se" a legislação e as dissoluções permitidas aumentaram exponencialmente. Se o editorialista tem razão,
  • parece que a causa das falências das empresas é a permissão da legislação;
  • quando "desempoeirar" a legislação que facilite o desemprego (e este governo socretino lá irá...), teremos o desemprego a subir em flecha... Queira Deus que se não "desempoeirem" outras legislações...
Para terminar, uma notícia acinzentada, de hoje: a situação financeira actual das famílias atingiu o nível mais baixo dos últimos 4 anos. Assim vai o reino socretino...
Portugal de Sócratesescrito por ai.valhamedeus

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