Palestina livre!

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ESSÊNCIA FEMININA

Na semana do Dia Internacional da Mulher, o texto  Essência feminina, d'O meu baú, analisa a essência feminina, a partir das palavras do mais recente cardeal português e dos textos bíblicos.

A função essencial da mulher será a educação dos filhos?

escrito por ai.valhamedeus

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BLOGUE DO DIA (DA MULHER)

Blog de libros

[cada dia, um livro em espanhol],
secção Lo mejor de la quincena, texto de ontem, a pretexto do Dia Internacional da Mulher
(um dia certamente triste, em que se recorda a luta até à morte das mulheres operárias pelos seus direitos, e não um dia para oferecer chocolates e coraçõezinhos de pelúcia) ocorreu-me homenagear nesta edição várias amigas "blogueiras", mulheres como esta que vos fala, que lidamos com todas as responsabilidades quotidianas mas que nem por isso imaginamos a nossa vida sem um tempito para dedicar à escrita".
escrito por ai.valhamedeus

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PENSAMENTO DO DIA (DA MULHER)

O dia da mulher é quando um homem quiser.

escrito por ai.valhamedeus

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DO CONTRA [56] o padre e as mulheres

O Do contra de hoje não é do contra: é um texto rapinado de um jornal paroquial, cujo director é o próprio pároco -- garantia de nihil obstat: garantia aumentada pela sensação de que o autor do mesmo
[um tal N.M.]
ou é clérigo ou sabe muito de assuntos clericais. Tudo somado resulta num belíssimo texto
[publicado na secção Annus Sacerdotalis]
ilustrativo da imagem da mulher que habita as mentes dos altíssimos habitantes dos vaticanos. Da minha autoria são apenas os negritos, com que destaquei os nacos de prosa que me parecem mais significativos
[o clímax é aquele aviso contra a possibilidade de o padre (querer) substituir os faltosos afectos do marido].
O padre e as mulheres

Jesus e a samaritanaSe faltassem as mulheres na vida pastoral, inúmeras paróquias entrariam como que em "falência técnica", pois muitas actividades celebrativas, formativas e de bem-fazer deixariam de ter corações e mãos generosas para as levarem à prática. Com efeito, o ministério sacerdotal desenvolve-se com muita frequência entre e com a colaboração assídua e fecunda das mulheres. Nada de novo, pois acompanhavam Jesus "os Doze e algumas mulheres... e muitas outras que serviam Jesus com os seus bens"(Lc8,2-3). "
O padre tem de saber relacionar-se de maneira fraterna e justa com todos: homens e mulheres. Isto significa que sabe dar valor ao trabalho e à dedicação voluntária de homens e mulheres na vida da comunidade: acompanha cada pessoa, sabe escutar, conhece as dificuldades pessoais e familiares, sabe inteirar-se sobre situações de falta de saúde e encorajar no momento próprio com palavras de estimulo e apoio.
O relacionamento do padre com as mulheres exige prudência e clareza. É preciso estar vigilante, ajudando as mulheres com tendência para se imporem autoritariamente a transformar esta "energia" em serviço desinteressado e fecundo em prol de toda a comunidade e do seu bom funcionamento.
O relacionamento do padre com as mulheres exige sensibilidade e maturidade que só o Espírito Santo e o bom senso podem dar. Significa que o padre tudo faz para que seja o Evangelho e o próprio Jesus Cristo a exercerem fascínio e atracção. A experiência e liberdade de coração ensinam a discernir as situações ambíguas e a definir sem hesitações que a missão do padre é apontar caminhos de libertação, de crescimento, de autonomia e de ajuda na formação de pessoas dispostas a fazer frente, com realismo e capacidade de sofrer, às responsabilidades, fadigas e lutas da vida. É tempo inútil e perigoso o que se gasta simplesmente a "moer" e a "remoer" frustrações, ou a tentar substituir afectos perdidos ou não encontrados no marido, nos pais, nos irmãos, nos amigos....
Perante a possibilidade de uma relação menos clara, o padre tem de estar preparado para distinguir o bem do mal, o que convém e não convém e saber situar-se. Ele tem obrigação de distinguir entre a atracção natural que suscita uma pessoa jovem, bela, e o amor verdadeiro e genuíno para com todas as mulheres, também, e sobretudo, para quem foi percorrendo o caminho da vida e se foi "consumindo" no trabalho ou na doença.
Afinal, porque são mais as mulheres do que os homens no serviço voluntário e zeloso aos irmãos, nos diversos âmbitos da vida comunitária? N.M.
escrito por ai.valhamedeus

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O DIA DA MULHER

Dia da mulher

[clique na imagem, para ler]

Aproximando-se o grande dia da mulher, deixo
[como homenagem às mulheres]
algumas dicas úteis ao trabalho feminino
[em particular ao trabalho das feministas].
escrito por ai.valhamedeus

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CARTAS A UM DITADOR

Não se pense, pelo título, que mantenho correspondência regular, sequer fortuita, com qualquer membro do governo nacional. Menos ainda internacional.

Estas são cartas endereçadas ao Ditador. Esse mesmo. E por mulheres! Que gostavam tanto, ou mais, dele como um cônsul da República Dominicana, sedeado em Puerto Rico. Essa reverência pelo nosso ditador, já mais que passed away à época, granjeou ao escritor Onésimo Teotónio Almeida um visto no Consulado da referida república, aberto expressamente para ele num Sábado de manhã cedo. E sem quaisquer custos! Quem desejar saber mais sobre o assunto é ler o livro do Onésimo “Aventuras De Um Nabogador”. Garanto que vão gostar.

Pedindo mil desculpas ao leitor por esta minha deriva, voltemos ao pretexto deste texto.

E é a semi longa-metragem (60 min.), ou média-metragem, se preferirem, realizada por Inês de Medeiros -- um documentário sobre as cartas escritas por mulheres de vários estratos sociais a Salazar. Algumas das entrevistadas já não se recordavam, ou recordavam mal, o que tinham escrito, e por que razão o escreveram.

Um documentário inteligente, bem construído com depoimentos a favor, assim-assim, sim… mas e contra. Uma das representantes das yeswomen, parecendo conservada em naftalina e pó-de-arroz, quiçá em ambos, a puxar a beira do vestido a fim de tapar o joelho alvo e roliço; enfim, um joelho com muito “berço”. A voz sem inflexões, o gesto contido.

Outra sorridente, mais loquaz, respondendo às perguntas em tom politicamente correcto. Sem tirar nem pôr. Uma outra mais solta, mais esclarecida, de discurso lesto, sem preocupações políticas. E a representante do “povo”, por assim dizer: 80 anos lúcidos, rosto rosado, quase sem rugas (quando envelhecer quero ficar assim), que dizia na tal carta “não poder atender o pedido de V.as Ex.cias por a minha vida ser uma vida de trabalho”. Falou à Inês do medo que habitava o cidadão comum nessa altura, da vida de canseira, do orgulho de, com apenas a 4ª classe, ter sido ela a ajudar os netos órfãos nos trabalhos escolares “que agora são doutores!” E lá estava uma neta sentada ao lado, sorrindo para a Avó. Com ar de avó e um sorriso lindo e saudável. Desempenado, sorriso de vida preenchida, “porque sabe, menina, eu nunca quis que os meus filhos fossem servir. Não queria que eles comessem pão duro, sopa azedada. E mais o resto. Antes quis eu ir servir.”

Se puderem, não deixem de ver este documentário sobre o Ditador e o Movimento Nacional Feminino. Para encararmos os fantasmas olhos nos olhos e perdermos os medos. Ou as ilusões.

escrito por Gabriela Correia, Faro

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EX-CITAÇÕES * 64. discussão com mulheres

Quando me sentei frente ao teclado, foi para malhar numa coisa que o mi(ni)stério da educação pê-èsse chamou academias TIC. Tencionava vociferar porque, ao longo de muitos anos, andei enfarinhado em projectos do âmbito das chamadas TIC
[por exemplo, no finado Projecto Minerva],
todos eles falhados no mesmo ponto
[a falta de implicação séria dos professores, sem os quais nada disto resulta],
mas nenhum deles tão balofo como estas academias me parecem
[nenhum deles implicando tão pouco os professores e nenhum deles tão travesticamente vestido. A equipa governamental do marketing continua a fazer um trabalho excelente -- na perspectiva do governo pê-èsse].
Mas desisti da vociferação. Porque, há quem me diga isto, estas invectivas anti-governo-pê-èsse, transformei-as em fixação
[será. Mas, continuando estes socretinos a fazer-nos tanto mal, digam-me o que é que posso fazer].
E porque a idade me não permite já irritação permanente.

Decidi, em conformidade com a desistência do tema, investir numa (ex)citação... asséptica
[quero dizer, daquelas que não dizem nada].
Fonte: o livrinho de Unamuno que "recenseei"ontem. No capítulo sobre o Bom Jesus do Monte de Braga, escreve o pensador basco:
Com uma mulher, deve-se procurar discutir o menos possível, e se é sobre estética, nada, absolutamente nada.
escrito por ai.valhamedeus

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SEXO E RAÇA

O sexo e a raça dos dois principais candidatos do Partido Democrático dos Estados Unidos da América do Norte têm sido tema generalizado neste caminho para a Casa Branca.

«As minorias estão cada vez mais perto do poder»; «pela primeira vez na história, pode chegar à presidência um negro ou uma mulher».

Estas duas «novidades»

[propaladas num tom de quem tem a certeza de que isso vai ser uma maravilha para «as minorias»]
são o reflexo de um par de confusões metidas a martelo na cabeça do povinho pelos alfaiates do «politicamente correcto».

Vejamos.

Deixemos a confusão criada na primeira afirmação, porque as mulheres só são minoria nos centros de poder. No resto são maioria.

A segunda questão é muito mais interessante. Na discussão de sexo
[género, dirá Hilary, levando a pensar que o sexo de uma panela é igual ao seu, porque são ambas do mesmo género]
e raça, a senhora Clinton tem uma vantagem à partida: ninguém põe em causa que ela seja uma mulher. Pelo facto de ser o resultado da relação de um homem e uma mulher, ninguém se atreveria a dizer que ela pode ser também um homem. Já o mesmo não passa com o seu adversário. É o resultado da relação de um negro e uma branca, mas este resultado é também claro e bem definido: o senhor Obama é negro. E ninguém se atreveria a dizer que também pode ser branco, mesmo que tenha sido criado pela família da mãe (branca) desde os dois anos de idade.
[E mesmo assim tão definidamente negro como o pintam, tem problemas com uma parte da «minoria» negra, porque... não é negro americano, pelo facto de não ter nascido no país.]
Por aí andam eles e elas a desviar a atenção do que realmente importa: a economia. Os candidatos parecem dois afogados a discutir o último filme que viram, em vez de buscarem a maneira de sair da água.

Como se a chegada à Casa Branca só por si fosse um amuleto ou a solução contra a discriminação! Como se a política do país mudasse só por isso ou desse vantagens automáticas às ditas minorias.
Não podem ver mais além do seu nariz: ali mesmo ao lado está a senhora Condoleeza Rice
[MULHER e NEGRA]
cheia de um poder que lhe dá o seu temperamento, o seu cargo e a proximidade do presidente Bush. Alguém pode fazer uma lista com uma só vantagem que tenha conseguido para as minorias em todos estes anos? Ou informar-nos que fez ela para melhorar as condições económicas e de segurança do seu povo?

escrito por José Alberto, Porto Rico

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O NATAL CATÓLICO: CUM MULIERIBUS...

O nascimento de Cristo, na versão católica, tem muitas coisas estranhas. Refiro algumas:

o miúdo ter um pai putativo -- um humilde carpinteiro -- e um pai verdadeiro; o pai putativo não ter ficado satisfeito com a gravidez da mulher, que sabia não ser fruto do seu trabalho -- mas ter-se deixado levar pelas palavras de um anjo ditas em sonho; a mãe ter engravidado sem qualquer relação sexual...
Toda esta embrulhada se resume nisto: Cristo não pode ser um normal filho de mãe, nem Maria uma mãe que engravida normalmente, porque essa normalidade implicaria relações sexuais e a relação sexual normal é pecaminosa. E a mulher, a Eva tentadora, ocasião de pecado.

Algum clérigo mais assanhado gritar-me-á que nada disso!; algum teólogo mais circunspecto incriminar-me-á por não entender nada disto. Para desmentir um e outro bastará a análise de algumas obras teológicas
[com aspas ou sem elas]
com idade suficiente para serem do tempo em que os membros da Igreja diziam/escreviam o que oficialmente a Igreja pensava, sem eufemismos.

Recordo-me, a propósito, de uma sentença em que um director espiritual sintetizava o modo como o padre
(ou aspirante a padre)
se deve relacionar com as mulheres: cum mulieribus, sermo brevis et durus
[que é como quem diz com as mulheres, palavras breves e duras].
Encontramos esta sentença em vários escritos, incluindo os divulgados na Internet
[experimente-se uma pesquisa, no Google, das palavras latinas].
Por exemplo, nas Opera Omnia Multimediale do Beato Giacomo Alberione. E, se alguém fizer notar que o Beato em questão viveu entre 1884 e 1971
[e que, portanto, é coisa do passado],
saiba-se que o acima referido director espiritual formou muitos padres que nos anos 70 tinham os seus 18 anos. Gente que, como um tal conhecido Santana, anda por aí...

escrito por ai.valhamedeus

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