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AS FIGURAS DE 2007

As figuras de 2007Concretizando uma ideia interessante, a revista Visão de 20 de Dezembro, sobre as "figuras do ano", pediu comentários a "personalidades" de algum modo relacionados com os eleitos. Assim, Herman José escreve sobre os Gato Fedorento, Carlos do Carmo, sobre Mariza, José Gil analisa o significado do "acontecimento mundial" em que se transformou o rapto de Maddie McCann...

... Mário Soares tece o elogio de Sócrates, o "rosto" do êxito da presidência portuguesa da União Europeia, justifica a recusa da "bomba-relógio" que seriam os referendos ao Tratado de Lisboa e profetiza que 2008 será um ano muito difícil, que irá "exigir muito de Sócrates. Agora voltado, necessariamente, para dentro, a pensar nos mais pobres, nos desempregados, nos imigrantes, na saúde, na educação e na justiça, atento às questões sociais e ambientais com que estamos confrontados"

[sempre que penso que este governo socratino vai pensar em mim, tremo todo. Não há-de vir coisa boa...].
... e o escritor Mário de Carvalho, "assumido defensor dos ideais de esquerda", exclama, "provocatoriamente",
"Que viva Chávez!",
recordando "que Hugo Chávez foi a votos e, quando perdeu, não fez batota. Que se saiba, não tem campos de tortura, nem presos políticos, não pratica a pena de morte, não intruja nas instâncias internacionais, não desvia os recursos nacionais, nem se lhe conhecem enfeudamentos a interesses predadores, nem na América nem na Arábia Saudita. Tampouco intervém com armas do outro lado do mundo, matando gente e destruindo património, desfazendo nações e equilíbrios, maltratando prisioneiros e espalhando a violência e a infelicidade. Não consta como homem de mão de causas sujas, sacrificando o clima, o bem-estar e o futuro da Humanidade à ganância de onzeneiros ávidos. Não é responsável pelo assustador naufrágio do prestígio dos EUA, nem incompatibilizou a sigla com as noções de Civilização, Democracia e Liberdade"
[intrigado, apetece-me perguntar: mas alguém fez/faz isso tudo?].
escrito por ai.valhamedeus

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RECEBIDO POR EMAIL -73. a foto do século

Hugo Chávez
escrito por ai.valhamedeus [com um abraço para o Carlos Monteiro]

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FRASE REAL

Um amigo, especialista em mexericos da realeza, apresentou-me o contexto da celebrada frase real «por que não te calas?».

Na sua versão, quando um tal Aznar era chefe do governo espanhol

[e aparecia em fotos ao lado de Bush]
começou a dizer em entrevistas e conferências de imprensa quem era bom e quem era mau, quem era democrata e quem era ditador. Entre outros, zurziu o presidente da Venezuela e chegou mesmo a insinuar que deveriam fazer-lhe certos trabalhinhos que o afastassem do seu posto, o que veio a acontecer uns tempos depois.

A situação começou a ficar preta para a Espanha quando se soube que algumas empresas espanholas e a embaixada da Espanha em Caracas meteram o bedelho no golpe de estado contra Chávez alentados pelas declarações do Sr. Aznar.

Assustado com as possíveis consequências, o Rei chamou então a capítulo o seu súbdito Aznar e disse-lhe, espetando-lhe o seu real dedo na zona do coração: «Por que no te callas?»
[chegaram as eleições e Aznar calou-se].
No Chile, o Rei estava sentado cómoda e aborrecidamente ao lado de Zapatero. Ao segundo discurso já ressonava discretamente
[noblesse oblige].
De repente o seu cérebro foi impactado pelo nome de Aznar. Chávez dizia que esse tipo era um fascista, Zapatero retrucava que era um honrado ex-chefe de governo.

No meio da sua real sonolência abriu os olhos, espetou o seu real dedo no ar e gritou com raiva: «por que não te calas?».

Diz a fonte que quando Sua Majestade percebeu que não era Aznar mas sim Chávez quem estava na ponta do seu real dedo... abandonou a sala muito corado.

Fim.

A propósito da Venezuela, hoje há referendo.

Durante a campanha houve uma séria acusação de que a CIA e a embaixada USA em Caracas estavam a apoiar de várias maneiras a campanha do NÃO.

Veio-me à memória uma velha adivinha:

Por que é que nos Estados Unidos nunca houve nem haverá um golpe de estado?
Resposta: porque em Washington não há embaixada dos Estados Unidos.

escrito por José Alberto, Porto Rico

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POR QUÉ NO TE CALLAS?

O incidente de há quinze dias entre Hugo Chávez e o rei de Espanha deixa alguns motivos para pensar.

Penso que ninguém duvida de que Chávez é um populista sem escrúpulos, perigoso e charlatão. Mas é por isso que os países o combatem? Certamente que não. Os direitos humanos são o primeiro dos argumentos e o último dos motivos por que se critica um político ou uma política. E basta ver a recepção que o Rei da Arábia Saudita teve no Reino Unido

[Arábia Saudita onde os direitos humanos são diariamente violados].
O problema é que Chávez beliscou alguns interesses económicos estrangeiros na Venezuela. E isso, o dito ocidente não perdoa. Chávez é um demagogo, mas quer dar alguma dignidade a milhões de venezuelanos. É populista, mas pretende pôr regras à exploração desenfreada que é feita por empresas estrangeiras. Juan Carlos limitou-se a dar voz a essa “indignação” do ocidente “desenvolvido”. E falou como fala um antigo patrão para o empregado que já se estabeleceu sozinho. Com sobranceria.

Mas há uma grande diferença entre Chávez e Juan Carlos: é que aquele foi eleito. Um dos “valores” tão caros ao ocidente, a legitimidade democrática pelo sufrágio universal, Chávez tem, Juan Carlos não. Quem se deveria calar?

escrito por Carlos M. E. Lopes

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A CONSTITUIÇÃO VENEZUELANA

Hugo Chávez quer que seja revista a Constituição do país, de modo a ter uma Constituição do socialismo do século XXI. A oposição está contra, e percebe-se

[é oposição].
O mundo livre também grita contra
[por causa do dito socialismo, é claro].
Em Portugal, um ministro acha que as escutas devem ser como ele acha que devem ser
[para garantir a segurança nacional: já só falta Almeida Santos dizer que tem que ser -- para evitar um ataque terrorista à capital a partir de uma qualquer ponte]
e diz que a Constituição tem que ser revista em conformidade: quem grita contra
[o PSD, a principal oposição(?), não]?
O texto de revisão foi adoptado pelo Parlamento venezuelano e vai ser sujeito a referendo: o que é que falta, neste processo, para que o mundo livre não grite? Se o referendo for contrário às propostas de Chávez, o mundo livre continuará a gritar?

Entretanto, quem quiser consultar o texto polémico tem-no aqui.

escrito por ai.valhamedeus

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MR DANGER

Os amores de Chavez por Bush são bem antigos. Tal como este vídeo. Mas vale sempre a pena voltar ao humor... para desopilar.


escrito por ai.valhamedeus [com um abraço para o Xico C'muna]

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LIBERDADE DE EXPRESSÃO

No último minuto de Domingo, os donos do canal venezuelano RCTV assistiram à morte anunciada da sua galinha dos ovos de ouro, enquanto as carpideiras pagas pelos donos das outras galinhas de ovos de ouro de todo o mundo atroam os ares com as suas choradeiras e rasgar de vestiduras desenhadas pelos nomes da alta moda democrática. E é difícil saber se as lágrimas de crocodilo são vertidas pela perda da liberdade de expressão, se pela liberdade da perda de expressão ou pela expressão da perda de liberdade. O que sim sobressai é a raiva de não poderem continuar a mandar os ovos de ouro para a Suíça.

Vamos aos factos:

Os donos do referido canal

[uma SIC venezuelana, para melhor entendimento]
sentiram o cheiro do dinheiro quando apostaram no golpe de estado que prometia, quase com garantia, derrubar definitivamente o presidente Chávez e lhes permitiria continuar a receber os milhões que sempre choveram durante o reinado dos passados presidentes
[com nomes como Andrés Pérez, Jaime Lusinchi, Rafael Caldera, et aliud].
Conferidos os números, descobriram que não acertaram sequer na terminação da lotaria política. Em vez de atirarem a cautela para o caixote do lixo e esperar a próxima oportunidade, puseram-se a bater o pé e a gritar que queriam o prémio
[tinham alguma razão: por terem sido a sede do comando central do golpe de estado deviam receber pelo menos um prémio de consolação].
Diz um velho ditado que «não cuspas para o ar que te pode cair na cara». Os milionários donos do RCTV fartaram-se de cuspir para o ar. Era tudo festa no dia do golpe de estado. E não puderam prever que dois dias depois o cuspo começaria a cair-lhes nas ventas. O povo da Venezuela exigiu que o seu presidente democraticamente eleito voltasse a presidir o país.

O centro de mando do golpe entendeu que tudo seguiria igual: muitos milhões em publicidade, muitas novelas, muito entretenimento para que o povo não pensasse na realidade do dia a dia, muitas notícias sobre erros, verdadeiros ou fictícios, do governo. Tudo como dantes.

Mas não contaram com a astúcia do outro lado
[erro crasso em política: pensar que o adversário é imbecil]:
e foi por isso que o governo do comunista Chávez deu um golpe de mestre: só teve que esperar a data do fim do contrato legal que tinha o canal. Assim de simples.

Agora a discussão centra-se no tema da liberdade de expressão. RCTV teve a inteira liberdade de se transformar no centro de mando de um golpe de estado para expressar o seu repúdio ao Presidente. O Presidente teve a liberdade de expressar que preferia um canal público chamado TeVes. Porque são milionários, os donos do ex-RCTV já expressaram livremente a sua decisão de criar um novo canal.

escrito por José Alberto, Porto Rico

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