TRUMP(A)

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O NÃO IRLANDÊS

A propalada unanimidade europeia, prova da igualdade entre os países, vai-se ver. França, Alemanha e Reino Unido vão tratar das “coisas” e ameaçam a Irlanda. Se em vez dos 3 milhões de Irlandeses fossem os 80 milhões de alemães, a coisa era diferente. Agora meia dúzia de irlandeses porem em causa a excelência do Tratado de Lisboa… Já vão ver o que lhes acontece.

Parece que os irlandeses partidários do não argumentavam que o “o que é português, não presta”. Já viram? E o nosso Sócrates com tanto prestígio lá fora
(diz ele)...
escrito por Carlos M. E. Lopes

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SUGESTÃO AOS GOVERNANTES IRLANDESES

No to LisbonCavaco não é o único a entender que a solução para o problema criado pela rejeição do tratado europeu pela Irlanda deve ser encontrada pela própria Irlanda
[o pê-èssista António Vitorino, também].
Para o caso de a Irlanda não saber como resolver o problema, o Ai Jesus! deixa uma sugestão aos governantes irlandeses
[que são leitores deste blogue, segundo algumas pesquisas sérias].
O referido problema só o é porque os políticos irlandeses esqueceram-se de um pequeno pormenor que é uma evidência para os políticos de muitos e diversos países
[Portugal incluído]:
o povo que vota é ignorante nestas matérias e, por isso, não faz sentido perguntar-lhe o que quer que seja - o melhor é mesmo perguntar aos seus esclarecidos representantes, democraticamente eleitos. Faça-se então uma segunda volta no referendo irlandês, mas agora com votação exclusiva no parlamento respectivo
[ah! outro pormenor importante: exija-se disciplina de voto a todos os votantes, exigindo-se-lhes democraticamente que votem a favor da verdade e do progresso. A verdade e o progresso, qualquer cidadão esclarecido sabe onde estão. E quaqluer parlamentar sabe que exigir um voto democraticamente é recordar que o êxito na carreira partidária e até mesmo o lugar de par(a)lamentar tem um preço. Como tudo, aliás].
escrito por ai.valhamedeus

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À SAÚDE, UM WHISKEY IRLANDÊS!

derrota de Sócrates no referendo irlandêsNão sou fã do whiskey. No whiskey

[ou no uisquei ou no uisque]
Jamesonsó encontro uma qualidade: como diria o Carlos Lopes, nada que tenha álcool me é indiferente.

Mas hoje tenho que beber um whiskeyzito. Pode ser Jameson
[diz-me quem tem fama de saber do assunto que não é marca que se rejeite.]
ou outro qualquer, desde que, como o Jameson, seja irlandês. À saúde dos irlandeses!

escrito por ai.valhamedeus [com um abraço para o Xico C'muna, que ainda hoje lhe há-de beber uns jamesons valentes. Digo eu...]

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O TRATADO DE LISBOA

Tenho uma irreprimível aversão à regionalização. Reconheço que a mesma é mais ditada pela aversão aos seus arautos do que pela propriamente dita regionalização que, diga-se, não sei em que vai consistir, em concreto.

Quando vejo regionalistas, sinto vontade de ser contra, pronto. Seja ele o Mendes Bota, sejam outros quaisquer.

O tratado de Lisboa vai “democratizar” a Europa ou melhor, a União Europeia. As deliberações serão tomadas por maioria e não por unanimidade, diz-se. Em princípio, tal significa uma diminuição da nossa independência, uma vez que deliberações haverá que nós votamos contra e temos de engolir, aceitar. O recurso ao referendo seria uma maneira

(a mais democrática)
de saber se o povo aceita esta diminuição da sua soberania. Mas, como já aqui deixei expresso, só defende o referendo quem for contra a decisão a referendar. Neste momento, governo e Presidente da República estão de acordo: não ao referendo. O mesmo em relação ao maior partido da oposição. Não! Referendo, não, o povo “não percebe”.

Estou convencido, contudo, de que o povo aceitaria a diminuição de soberania, tal como votou contra a regionalização. Penso que os portugueses pensam que, quanto mais longe estes “bandidos” estiverem, melhor. “Olhos que não vêem, coração que não sente”. E, no entanto, uma participação mais activa de nós todos na coisa pública não seria mau.

escrito por Carlos M. E. Lopes

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ZOOM [40] - voto de silêncio

Tratado da União Europeiaescrito por ai.valhamedeus

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FREITAS DO AMARAL E O REFERENDO

Freitas do Amaral é “contra referendo”, lê-se no DN de sábado. Fiquei alarmado, não que tenha grandes ilusões quanto a políticos, mas porque ainda tenho alguma consideração pelo Prof.

(não deveria ter, eu sei…).
Vai-se ler e o que o homem diz
(ou que transcreveram…)
nada tem que ver com o título. Diz lá dentro que
só depois de se conhecer o conteúdo do texto e de saber se há consenso acerca desse texto, é que podemos racionalmente decidir se há ali matéria de transferência que implique politicamente a necessidade de fazer um referendo”.
A chamada, de primeira página, “obrigou-me” a comprar o jornal. Era isso que queriam? Conseguiram! Cada vez acho os jornalistas mais parecidos com a desonestidade.

escrito por Carlos M. E. Lopes

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OS REFERENDOS

Muito se discute em Portugal sobre os referendos. Quando qualquer grupo parlamentar é contra uma lei, lá vai referendo para cima de mesa. O referendo é a última esperança para quem perde uma discussão ou votação na Assembleia da República.

Toda a gente se lembra de que, votada a lei do aborto, Guterres impôs o referendo. Agora o PS, a favor do referendo no Tratado Constitucional, veio defender a não realização do referendo no novo tratado que, segundo se diz, é o mesmo tratado constitucional, sem hino da alegria…

Já o mesmo se passou com a regionalização. A regionalização consta da Constituição desde 76, mas nenhum governo nem maioria a fez aprovar. E quando não se quer, lá vai referendo. Umas vezes invoca-se a constituição, outras, nem que a constituição seja clara

(caso da regionalização),
se cumpre a lei.

Toda a gente tem noção de que o Tratado Constitucional é ilegível e de que não foi por tal que os franceses e holandeses o repudiaram. E no caso da França, muito claramente, foi uma forma de demonstrar o descontentamento em relação a Chirac que, por sua vez, o quis aproveitar para se fazer passar: isto é, a aprovação do Tratado era uma forma de os franceses mostrarem que estavam satisfeitos com as trapalhadas do Chirac. Chumbado o Tratado, Chirac pôde assobiar para o lado e dizer que não era nada com ele. O chumbo do tratado não significou nada em substância.

Os referendos são, pois, uma arma utilizada para fins diversos a que se destinam.

Os referendos poderiam e deveriam ser uma forma de o povo botar a sua opinião e corrigir o voto que deu aos seus representantes. Mas não. O povo continua a ser desrespeitado e cada vez está mais afastado da decisão política. Por exemplo: o acordo em Bruxelas consistiu em quê? Alguém sabe? o governo elucidou, esclareceu, deu contas? Nem pensar!

escrito por Carlos M. E. Lopes

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