Lucas Santtana - Brasiliano (2026)
Há 1 semana
(única no mundo?),o Museu é visitado por escolas e é bonito ver, em cada turma de visita ao museu, haver três ou quatro alunos a tirar apontamentos num caderno. Os outros não tiram porque não têm
(e não haverá um pouco de vaidade naqueles que têm?).De resto, a única coisa que os miúdos me pediram nos dias que por cá ando, foram cadernos. A escola parece ser coisa séria.
(camisa, calças/saia, gravata há em bordeaux, verdes, azuis, amarelos)conforme a divisão administrativa, Segundo me disseram… No outro período do dia, ajudam a mãe na venda de fruta. Há, neste fardamento, qualquer coisa de britânico a que não será alheia a influência sul-africana. E, no entanto, há a carência de 800 mil carteiras nas escolas do país. Muitas daquelas crianças sentam-se no chão para ter aulas…
(ou desaparecem)...São negligências incompreensíveis num museu com um acervo importante e de que os Moçambicanos se devem orgulhar.
(a não ser aquele tremedor que sinto quando nele embarco, muito semelhante ao que sinto quando entro num avião…).É a coisa mais natural num prédio alto. Não necessariamente assim, sempre. No edifício Mira d´Ouro
(será assim?),na Julius Nyerere, em Maputo, a coisa fiava mais fino. Aquele elevador tinha feito a guerra colonial, a guerra civil e vive hoje numa relativa paz. E vive à custa da habilidade, sageza e desenrascanço dos porteiros. Ao entrar no prédio, o meu olhar dirigia-se sôfrego para a porta, desejando não ver a vassoura a barrar o caminho ou a placa “fora de serviço…”. Mesmo assim, ao premir o botão esperava, ansioso que a luz se acendesse ao chegar ao meu piso. É que o elevador não tem luz a indicar se vem ou está parado, dentro, não sabemos onde estamos, a porta pode não abrir, pode parar ligeiramente abaixo de onde queremos sair. Enfim, uma viagem é uma aventura. A minha vizinha italiana bem gritava “porca miséria. 30 000 dólares e nem o elevador funciona”.
(noite cerrada e já meio da noite. A noite cai às 17,30…),cansados. Aprontei-me para levar a rainha ao colo, porque dormia. Avancei, lesto para o prédio. Subi o primeiro degrau, direito à porta do elevador. Depois, bom... depois, foram mais 181 degraus… o piso intermédio foi rápido, em jeito de atleta. No primeiro andar, comecei a sentir as pernas. Coisa de nada. Ao segundo andar, com a porta com figuras hindus, já o fôlego me faltava. Os músculos das pernas já se faziam sentir. Encostei os meus 125 quilos, mais os 12 da transportada, ao corrimão. Isto é um minuto, pensava, enquanto esperava que nenhum atlético vizinho passasse por mim e olhasse com ar de gozo. A mim, parecia-me que os músculos se iriam virar e que deixava cair a carga que transportava. Nunca odiei tanto os cozidos à portuguesa, as feijoadas, as favas com chouriço, os enchidos, o vinho, a cerveja, os whiskys, os doces que comi e bebi. Jurei ali mesmo passar a fazer uma vida saudável, à base de verduras e frutas.
R: O Forte de Cabanas, dos meus generosíssimos amigos Teresa e António Baião do Nascimento.P: O que é para si o final de tarde perfeito de um dia muito quente?
R: A preguiça, o tinir do gelo nos copos, as cores da areia, do mar e do céus vistos das muralhas do Forte de Cabanas. Os amigos à volta. A chegada do primeiro mocho da noite.P: A artista brasileira Cristiane Torloni, depois de regressar ao Brasil, afirmou ao jornal "Globo": "Santana Lopes faz política barata (...). Em Portugal não se pode sonhar e agora entendo o índice de viciados em heroína." Quer comentar?
R: Consta que o meu amigo arquitecto Manuel Vicente, há muitos anos de poiso em Macau, diz o seguinte das hordas de amigos e conhecidos que, por lá passando, se abeiram e instalam em sua casa:
"Comem-nos a carne assada
bebem-nos a aguardente
cagam-nos a casa toda
e ainda vão dizer mal da gente."P: Há uma geração rasca em Portugal? E, se existe, como se comporta essa geração quando o calor aperta?
R: Há. Têm entre 35 e 55 anos e. quando o calor aperta, prometem-nos mais fundos.P: Do Minho ao Algarve, escolha a praia que privatizaria só para si, para a sua família e para os seus amigos.
R: Cabanas.P: Conhece o Alentejo profundo? E o Pulo do Lobo? E então?
R: Não. Não. Então é assim, não conheço.P: O que é que a irrita profundamente?
R: O Cavaquistão.P: Descreva-nos o seu dia ideal de férias. Praia ou campo? Ou cidade?
R: O mar. Tudo o que tenha a ver com o mar, no mar, ao pé do mar.P: Na costa portuguesa recomende-nos um restaurante à beira-mar para um jantar de arromba. Recomende e justifique.
R: O Capelo, em Santa Luzia. As amêijoas, os linguados, as escamas, as conchas todas do mar.P: Há 20 anos, vivia-se o primeiro Verão pós-25 de Abril. Lembra-se como e onde o passou? E com quem? E quais eram as suas preocupações?
R: Entre Lisboa e Olhos de Água. Com a tribo de sempre. Mais o major Vítor Alves, ministro sem pasta, com quem fui trabalhar em Julho. Que o MFA ganhasse em todas as frentes. Que o fim da guerra colonial e a independência das colónias fossem sem recuo.[citações de "entrevista" de Maria João Seixas ao Público de 9/jul/1994. Negritos meus]
(vão, vão à enciclopédia… que digo eu, à Internet! Ver qual é!)
Agora os tempos são outros e os desvalidos também. Agora há os sem-abrigo, essa “bizarria”que abre os telejornais e é objecto de extensas reportagens. E quem se incomoda? O que fazemos? Em França já morreram vários em virtude da inclemência do tempo. Em Portugal não há notícia de mortes, pois as brigadas de voluntários distribuem cobertores e sopa, para além de bebidas quentes! E ainda dizem que os Portugueses não são solidários! Faço-lhes uma vénia, sentida.a rua não é sítio onde se more e é uma vergonha social não conseguirmos dar a volta a issoescrito por Gabriela Correia, Faro
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Chama-se Richard Branson e apresenta-se na imagem ao lado, ao lado do modelo de nave para turismo espacial, que apresentou esta semana. Destina-se a fazer voos regulares ao espaço a partir do próximo ano, sendo que as experiências hão-de começar ainda em 2008. Consta que já há mais de 200 inscrições confirmadas
[e mais 85 mil interessados]para as viagens, que durarão duas horas e meia
[cinco minutos das quais se destinarão à sensação de ausência de gravidade]e custarão 200 mil dólares por passageiro.