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A FRAUDE DOS "LEITES" VEGETAIS

Alimentação sem Mentiras

No seu livro " Alimentação sem mentiras" (p. 38), a Drª Marián García escreve que uma bebida vegetal decente tem uma percentagem de cereais/legumes/frutos secos ou semelhantes superior a 10%. As que têm uns 2% são "água suja".



As bebidas vegetais da Alpro são das mais caras (as mais caras?) vendidas em Portugal.

A de amêndoa tem 2,1% de amêndoa. O resto é água (a graaaande quantidade), estabilizadores, emulsionantes e aroma.


Leia-se a tabela nutricional -- a pobreza nutricional!


Bebe-se um copo disto e ingerem-se... uns ridículos 4 gramas de amêndoa. 100ml da bebida fornecem-nos meio grama (!!!) de proteína, uns ridículos miligramas de vitaminas e 120 mg de cálcio.

Apesar de toda a publicidade -- se isto não é treta, já não sei o que é treta...

escrito por ai.valhamedeus

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VINHOS BRANCOS BONS E BARATOS


A Proteste de novembro/2013 testou 35 vinhos brancos da Península de Setúbal. Com resultados surpreendentes, como já é hábito nos testes da Deco. O vinho mais caro (10,75€) apresenta uma qualidade de 80%; o melhor do teste custa 5 vezes menos (menos de 2€) e chega aos 88%. A revista chama a atenção ainda para algumas diferenças de preço, de acordo com o estabelecimento onde são vendidos.

Destaques:
  • melhor do teste (88%) e escolha acertada: Fontanário de Pegões 2012 (1,89-3,19€);
  • outro vinho barato, na 4ª posição: o JP (1,86-3,95€; 78%);
  • outra escolha acertada: Igrejinha (Jumbo/Pão de Açúcar): 1,49€, 76%;
  • no teste ao ácido sórbico (de uso considerado desnecessário), tiveram classificação de mau o Quinta de Camarate Doce 2012, o São Filipe 2012,o Dom Campos 2012, o Charneca de Pegões Light (Auchan) 2012 e o Fonte do Nico Light 2012.
escrito por ai.valhamedeus

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CONSUMIDOR SOFRE 7. à saúde!


Folheio a Teste Saúde (da Deco. O nº 105, de outubro/novembro de 2013) e o que fico a saber faz-me tremer de medo:
  • o aroma a mentol dos cigarros aumenta a dependência;
  • pouco sono afeta a capacidade cognitiva;
  • consumo excessivo de álcool, AVC e depressão fazem aumentar risco de demência precoce;
  • de 18 ambientadores testados, 8 contêm substâncias cancerígenas em doses elevadas; um pau de incenso emite uma quantidade de benzeno idêntica à de 5 cigarros;
  • detetadas bactérias resistentes a antibióticos em 37 amostras de frango.
escrito por ai.valhamedeus

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CONSUMIDOR SOFRE 6. quem nos defende?

 [haverá "disto" para telefone?]

aqui me rebelei contra a publicidade não desejada feita por telefone com número anónimo. Hoje, nova chamada. De número anónimo. Atendo. Do outro lado da linha, dispara uma voz masculina simpática e decidida:

-- Boa tarde! O meu nome é Paulo M..... Estou a telefonar sobre um assunto que certamente lhe interessa: a televisão por...

Interrompo:

-- Desculpe! com quem é que o senhor deseja falar?

-- Com o assinante e proprietário deste número de telefone, certamente o senhor. Portanto, como ia dizendo...

-- Com licença, então. Desculpe, mas vou desligar.

E desliguei.

escrito por ai.valhamedeus

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CONSUMIDOR SOFRE 5. manhas da meo


Há uma série (grande) de empresas que está a usar o telefone para nos incomodar com publicidade não desejada. Muitas das chamadas são anónimas -- e a tmn é useira e vezeira nesta técnica há bué de tempo, chamando de número não identificado.

A última da nova tmn -- a Meo -- leva o incómodo ao máximo expoente: liga de número anónimo e quem faz a publicidade é... uma gravação. Incrível, digo eu, que acrescento: mais do que incrível é a impossibilidade de fazer o que quer que seja para nos livrarmos disto -- como nos poderemos (ou quem nos poderá) livrar de tamanha praga? estaremos indefesos?

escrito por ai.valhamedeus

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CONSUMIDOR SOFRE 4. manhas da cabovisão

Sou cliente da Cabovisão. Há uns tempos, ao consultar a minha fatura, estranhei um quantia extra, que deveria pagar por "custos administrativos". Telefonei à empresa para esclarecer a coisa: o valor era-me cobrado por eu não ter aderido à fatura eletrónica. Informei o funcionário de que me recusava a pagar essa "multa", porque não constava do contrato a referida adesão e porque jamais tinha sido informado de tal obrigação.

Porque prefiro a fatura eletrónica à versão em papel (é mais fácil arquivá-la), no momento em que estava a terminar o telefonema, manifestei ao funcionário a minha vontade de aderir a ela. Para surpresa minha, continuei/continuo a receber a fatura em papel, e apenas esta. O que foi alterado, entretanto? Isto: a Cabovisão desconta-me o valor da "multa", por "pre-adesão factura electrónica".

Sei de outros clientes em conflito com a empresa, atualmente e por este motivo. Ou seja: a Cabovisão multa os seus clientes pela não adesão a um serviço... que não tem.

Ou seja: tanto o Estado como as empresas, sempre que lhes cheira uma qualquer via de sacar uns trocos à populaça, não perdem a oportunidade.

escrito por ai.valhamedeus

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CONSUMIDOR SOFRE 3. manhas da tmn

A TMN tem vindo a azucrinar-me o juízo (através de sms para o telemóvel) com uma campanha redigida nestes termos:

Este verão navegue no seu smartphone com internet no telemóvel GRÁTIS e ILIMITADA durante 3 MESES. Envie SMS p/ 12029 c/ NETVERAO e adira ao IT Light. Vamos lá!

Como a tmn já me aldrabou (e, volta e meia, tenta repetir a façanha), fui ao sítio da web ver as implicações da "oferta". O acesso não foi "intuitivo", mas cheguei lá. Grande destaque: as borlas. No fim, e na letra mais miudinha:

Notas: Campanha válida na aquisição de smartphones tmn e adesões ao tarifário it light ou unlimited até 31 de agosto. 

E ainda: Isenção da mensalidade do tarifário it light durante o período da campanha. A oferta de internet está sujeita a uma política de utilização responsável de 10GB/mês.

Como dizia o outro, não há almoços grátis.

escrito por ai.valhamedeus

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CONSUMIDOR SOFRE 2. McAfee


Ao arrancar, hoje, o Windows informou-me de que estava disponível uma atualização do Adobe Flash Player e perguntou-me se queria atualizar. Respondi que sim -- e o processo iniciou-se com a descarga do respetivo ficheiro executável, continuou com o duplo clique nesse ficheiro para ordenar a instalação... e eis que, de repente, vejo a instalar-se o Flash Player... e o McAfee Security Scan Plus.

Este software da McAfee é um conjunto de ferramentas de diagnóstico gratuitas para comprovar, diz a empresa, "de forma simples o estado do software antivírus, a proteção do firewall e a segurança Web do equipamento". Mesmo admitindo a sua (eventual e recomendável) utilidade, mesmo tendo em conta que é gratuito (o diagnóstico! isto faz-me lembrar as oficinas de automóveis que fazem diagnósticos gratuitos para depois cobrarem as reparações), mesmo supondo que é verdade que a sua execução "não se repercute no rendimento do equipamento" -- eu não quero isso para nada!...

...e lá tive que me dar ao trabalho de o desinstalar. Consumidor sofre!
nb: como curiosidade, executei o programa, antes de o desinstalar. Determinou que havia 4 ameaças para o meu computador. E propôs-me corrigir o problema. Aceitei... e fui enviado para o sítio da empresa onde se vende a "Total Protection 2013", a "Segurança online avançada" (40€, por ano). Como tinha previsto...
escrito por ai.valhamedeus

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CONSUMIDOR SOFRE 1. ping-pong


Comprei (finalmente!) um telemóvel Android. O L7 da LG
[cuidado! se lhe passar pela cabeça comprar esta peça, pense bem antes de o fazer!].
Instalei, como é de esperar, uma série de aplicações. Tudo legalzinho, do sítio mais legal que imaginar se possa, para aplicações Android: o Play Store/Google Play.

Uma delas, a MobileVOIP. Objetivo: poupar algum em chamadas telefónicas e SMS
[esta aplicação permite, por exemplo e através do VoipYo, fazer chamadas para Portugal a preços de arromba: a 0,006 cêntimos/minuto, para redes fixas e telemóveis].
O problema é que, quando tento ligar, eu ouço o meu interlocutor perfeitamente, mas do outro lado da linha ouve-se... um robô soprando... sons completamente indecifráveis.

Contactei a empresa responsável pela aplicação (a Finarea). Resposta: a aplicação funciona noutros telemóveis; portanto, o problema não está na aplicação. E eles têm razão, pelo menos nisto: a aplicação funciona em todos os telemóveis (meia dúzia) que eu conheço.

Ou seja, o problema, aparentemente, está no telemóvel. Contactei a LG. Resposta: a aplicação funciona noutros L7 (dizem eles que testaram), pelo que o problema, não estando na aplicação, está na minha rede WiFi. Aconselham a que use uma ligação com qualidade. Explico-lhes que: a) experimentei o meu telemóvel em várias redes, sempre sem sucesso; b) na minha rede, outros dispositivos funcionam bem com a referida aplicação; c) logo, não vejo outra conclusão que não esta: o problema está no meu telemóvel. Contra-respondem-me do outro lado que contacte a Finarea.

E eu  fico a olhar p'ra isto: faço o que a LG me diz... e volto ao processo, na fase anteriormente referida? P'ra perder mais tempo?! Em vez disso, desisto e concluo:
  1. consumidor sofre!; 
  2. cuidado com a assistência da LG!
escrito por ai.valhamedeus

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rapinados 15. AFASTA DE MIM ESSA LÂMPADA

lâmpadas de baixo consumo

Um texto do Público do passado dia 22 alerta para os perigos para a saúde que podem vir das lâmpadas de baixo consumo, propagandeadas com vestimenta ecológica. Aqui o deixo:

Afasta de mim essa lâmpada
22.10.2008, Ana Gerschenfeld

Já trocou as lâmpadas todas lá de casa por lâmpadas de baixo consumo, que protegem o ambiente e a sua factura da EDP? Então veio ter à página certa e tem de ler o que se segue. E se ainda não trocou também.

Podem ser ecologicamente correctas e dividir a nossa conta da electricidade por seis no fim do mês, mas é de admitir que as lâmpadas incandescentes de baixo consumo, que têm começado a invadir as nossas casas, são uma seca por várias razões. Mudam a cor da mobília
(uma mesa que à luz do dia é amarelo-mostarda passa a ter um tom verde-cocó, por exemplo);
não se acendem logo, o que faz com que às vezes pareçam ter avariado
(o que seria de mau gosto, uma vez que são supostas ser de longa duração);
e demoram a "aquecer", deitando inicialmente uma luz tétrica sobre o mundo. Tudo bem: com estas pormenores conseguimos viver, desde que seja por uma boa causa e alivie o nosso orçamento doméstico.

O assunto já não é tão pacífico quando nos vêm dizer que as ditas lâmpadas poderão ser perigosas para a saúde. Ora, um alerta oficial, emitido há uns dias pela idónea Agência de Protecção da Saúde britânica (HPA), afirma exactamente isso: que certas lâmpadas económicas emitem radiações ultravioletas (UV) que ultrapassam as doses recomendadas, havendo "o risco imediato [de] uma irritação da pele semelhante à de um escaldão" e que "há também um pequeno risco adicional de cancro da pele".

Já em Abril, a mesma agência tinha alertado para o facto de as lâmpadas de baixo consumo conterem mercúrio, explicando porém que o risco para a saúde de uma fuga deste metal em caso de ruptura era muito reduzido, dadas as quantidades envolvidas
("4 miligramas por lâmpada - apenas suficiente para cobrir a ponta de uma esferográfica").
Mesmo assim, aconselhava-se "evitar o contacto desnecessário com o mercúrio", bem como com os estilhaços de vidro - nada mais razoável. 

Mas perante o mais recente aviso, ficamos mesmo totalmente confusos. Afinal, será que fizemos bem em mudar TODAS as lâmpadas lá de casa para as de baixo consumo para poupar electricidade e reduzir as emissões de carbono? A saúde dos nossos filhos - e a nossa - não valem mais do que isso?

Mas comecemos pelo começo: antes de mais, o alerta agora emitido apenas se aplica às lâmpadas ditas "abertas" ou não encapsuladas - ou seja, àquelas onde os tubinhos que contêm os filamentos incandescentes estão à vista. As outras, as "encapsuladas", que têm o aspecto de uma lâmpada incandescente normal, não apresentam problemas, dizem-nos no site da HPA.

Don't panic!
De qualquer forma, o problema tem solução e ela não passa por deitar as lâmpadas para o caixote do lixo. "Se tem lâmpadas incandescentes de baixo consumo em sua casa", diz ainda a HPA, "não precisa de se preocupar, a menos que utilize lâmpadas abertas a uma distância da sua pele inferior a 30 centímetros durante mais de uma hora por dia." O texto prossegue: "Se precisa mesmo de uma lâmpada a grande proximidade durante um período prolongado, então sugerimos que mude a lâmpada e coloque uma lâmpada de baixo consumo de tipo encapsulado. Ou então, afaste a lâmpada até ela ficar a pelo menos 30 centímetros de distância." Ou seja, mude a lâmpada do candeeiro de secretária, ao pé do computador, e as dos candeeiros das mesinhas de cabeceira, se costuma ler na cama até altas horas da noite. Entretanto, a HPA e o Ministério britânico da Saúde já apelaram "à União Europeia, às entidades de regulação industrial e à indústria da iluminação para que considerem formas de reforçar as normas dos seus produtos".

Os números que motivaram o alerta provêm de um estudo realizado pela equipa de Marina Khazova, da HPA, que foi publicado online na revista Radiation Protection Dosimetry. Entre outras coisas, estes investigadores estimam que se uma pessoa se encontrar "a grande proximidade (2 cm) de algumas lâmpadas não encapsuladas, os níveis de radiação UV podem ser equivalentes à exposição solar num dia de sol no Verão no Reino Unido, o que exige algumas precauções". Sem referir marcas, constatam que, em cerca de 20 por cento das lâmpadas testadas, "o limite de exposição a grande proximidade teria sido ultrapassado em menos de dez minutos" e que para cerca de metade das lâmpadas isso aconteceria "passada meia hora". "A distâncias maiores (20 cm), apenas oito por cento das lâmpadas ultrapassaram, ao fim de oito horas, as doses diárias máximas recomendadas na UE
(pela Comissão Científica para os Riscos para a Saúde Emergentes e Recentemente Identificados, ou SCENIHR).
O alerta, precisa a HPA, é de "carácter provisório" e poderá ser afinado mal outros investigadores, que também se estão a debruçar sobre a questão, tenham resultados suplementares. 

escrito por ai.valhamedeus

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A OPTIMUS

Segundo a Marktest, a Optimus foi a empresa com maior publicidade, este ano. Sempre ouvi dizer que há que apresentar quantidade para esconder a baixa qualidade.

Contratei com a Optimus e tem sido uma ralação. Caros e sem assistência, má qualidade de serviços e publicidade enganosa, pelo menos, dos vendedores. Há uma empresa vendedora
(não sei se pertence à Optimus)
que diz que, de três em três meses, visita os clientes. Nunca me visitaram e as cartas que enviei não mereceram resposta. Aguardo ansiosamente o fim do contrato, lá para Fevereiro. Entretanto, caros amigos, tenham cuidado com o palavreado desses senhores. Sinto-me altamente lesado.

escrito por Carlos M. E. Lopes

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A ASAE E O SERINGADOR

O presidente do conselho de ministros, Senhor Sócrates (SS), veio defender a ASAE

[aplicando-lhe o outrora conhecido slogan duma campanha publicitária que, em tempos idos, os portugueses aplicaram ao ex-presidente da república Américo Thomaz: "veio para ficar"].
1.
Segundo SS, com a ASAE «o país e os consumidores estão mais defendidos»; e nisso tem razão: agora, sem os porcos mortos em matanças de porco nada conformes às assépticas normas europeias, sem as cabidelas feitas com o sangue de galinhas de capoeira, sem os enchidos caseiramente enchidos em condições higienicamente incontroladas -- agora os portugueses, saudáveis, já nem vão precisar dos hospitais nem dos centros de saúde que o governo pê-èsse fechou. Agora, vai tudo morrer saudável!

2.
SS também tem razão quando justifica a sua defesa com o facto de a ASAE ter acabado com a concorrência desleal dos agentes económicos, resultante do anterior desrespeito pelas regras da concorrência. Veja-se, como exemplo abonatório de SS, a abolição dos populares galheteiros, nas tascas: antes, era o incontrolado forrobodó de marcas de produtos estragados que nos azedavam o estômago, dilaceravam fígado e vesícula e nos lançavam em morte prematura; agora, até a mais humilde das tascas serve azeite e vinagre em pequenas garrafas controladamente invioladas. Agora, nada de concorrência desleal -- até ao momento, encontrei apenas duas marcas de azeite: Gallo e Oliveira da Serra. A dona da tasca onde almoço explicou-me a razão, que, contudo, me não interessa; o facto basta-me: acabou a concorrência desleal.

3.
SS esqueceu-se de dar algumas sugestões para que a ASAE passe, de muito boa, a instituição de excelência. Dou-as eu.
Primeira: depois da saúde corporal, é altura de a ASAE começar a investigar os produtos com que os espíritos dos portugueses são alimentados -- analisar minuciosamente os conteúdos dos jornais, das revistas, dos livros. Ou não se tratará aqui também de alimentos que podem deteriorar-se ou ser vendidos já deteriorados? ou não há por aí muito produto a ser comercializado já em putrefacção?
O Seringador, versão de 2008Segunda: comece-se a investida pelos produtos caseiros, no pior sentido que o adjectivo tem. Por exemplo, pelos "Borda d'água" e pelos "Seringadores". Reproduzo capa d'"O Seringador" de 2008
[ano 143º da sua publicação],
auto-intitulado "Reportório crítico-jocoso e prognóstico". Não se limita o dito às luas e sementeiras e astrologias e anedotas e santos do dia
[tudo subprodutos ao nível das morcelas caseiras ou do peixe do rio em molho de escabeche].
Não, senhor! Logo na capa, traz "O Seringador" 5 sextetos, todos tão putrefactos como este:
O Desemprego não pára. / Não há trigo na seara, / já poucos cultivam pão. / Não há lavradores-rendeiros, / apenas há vinhateiros, / geme o povo e com razão.
Nas duas últimas páginas apresenta uma "conversa da tia Brízida com o seringador". Pois não é que, logo nas primeiras falas da primeira ao segundo, a Brízida diz obscenidades como as que aqui se reproduzem
[só para que se veja que há matéria suficiente para a ASAE intervir]:
Sobre política, nem é bom falar. Não toquemos nesse monturo infecto, afastemo-nos dele, porque cheira que tresanda!
E prossegue, mais adiante, com referências "ao encerramento das maternidades, no interior do País, das urgências, escolas, tribunais, etc., etc.", considerando isto tudo "um desaforo". Pelo meio, transcrevem-se quadras de António Aleixo
[Há tantos burros mandando / Em homens de inteligência, / Que às vezes fico pensando / Que a burrice é uma ciência]
ou de um tal Arlindo Pinto, com conteúdo semelhantemente fora de prazo de validade... Ou define-se assim o contrato social, a um modo também já fora de uso:
Os patrões / garantem o pão / dos trabalhadores. / Os trabalhadores / garantem a lagosta / dos patrões.
Ora esta rebaldaria, sem qualquer controlo de qualidade, não pode continuar: não podem continuar a ser servidos produtos não conformes aos modelos da Europa, em que recentemente nos inserimos, como os exemplares aqui denunciados: a ASAE tem que assegurar a defesa dos espíritos do País e dos consumidores.

escrito por ai.valhamedeus

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NA A1

Ontem, domingo, descia eu a A1 quando verifiquei que, desde a saída de

(mais ou menos)
Abrantes, se encontrava a mesma em obras que se prolongavam por cerca de 30 kms. Ao chegar à portagem paguei, e não bufei, o valor que me foi pedido.

Isto já começa a aborrecer. Penso que a Brisa dispõe de meios técnicos que lhe permitem descontar os troços de auto-estrada onde não pode prestar serviço capaz e que pagamos. Trinta quilómetros sem bermas, entre blocos de cimento e rails metálicos e pagando
(e bem)
são um roubo, um abuso e uma falta de respeito pelos utentes. A Brisa merecia um levantamento cívico.

escrito por Carlos M. E. Lopes

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